ESPOSAMANTE: Mastroianni e Antonelli em um Filme à Frente do seu Tempo

Um dia destes quando eu fazia um post sobre A atriz italiana Laura Antonelli, meu amigo Flavio Balestreri lembrou de outro filme soberbo com ela, ESPOSAMANTE, que o cineasta Marco Viccario fez em 1977. Um casal de nobres italianos não se acerta no casamento e o marido acusa a esposa de frigidez. Quando ele é obrigado a desaparecer uma acusação de assassinato, ela passa a ter uma vida profissional e sexual ativa, sem saber que o marido está na casa em frente vendo tudo o que se passa.

Ter juntos Marcello Mastroianni (um dos maiores atores italianos de todos os tempos) e a beleza inigualável de Laura Antonelli (mais madura em relação à MALÍCIA) no mesmo filme e contar com um roteiro espetacular, cheio de dramas pessoais atrativos fez do filme de Viccario uma obra notável.

Marco Viccario era um ator italiano que dirigiu apenas 11 filmes. A maioria comédias do gênero erótico. Nada que fez se comparou a ESPOSAMANTE, um drama rico, ousado e cheio de nuances.

A trilha sonora de Armando Trovaioli é maravilhosa. A fotografia de Ennio Guarnieri e o figurino de Luca Sabatelli, preciosos. Formalmente, ESPOSAMANTE é um filme belíssimo.

A Revista TIMEOUT disse sobre ESPOSAMANTE: “Vicario, por meio de um trabalho de câmera aveludado e sensual, captura uma era de intensa inquietação intelectual e física, quando a Itália tirou o pó da Belle Époque e abraçou febrilmente o anarquismo, o ateísmo, a ciência, a reforma social, o igualitarismo e quando a excitação política e sexual poderia ser intercambiável. O erotismo luminoso do filme é delicioso.”

Ver um filme com viés feminista na década de setenta era estar frente a algo precursor. Talvez hoje ESPOSAMANTE soe até mesmo um pouco conservador e ingênuo. Na época em que foi feito, era uma trabalho a frente do seu tempo.

One of these days when I was making a post about Italian actress Laura Antonelli, my friend Flavio Balestreri remembered another superb film with her, WIFEMISTRESS (MOGLIAMANTE), that filmmaker Marco Viccario made in 1977. A couple of Italian nobles did not get it right in marriage and the husband accuses his wife of frigidity. When he is forced to face a murder charge, and disappears, she begins to have an active professional and sexual life, unaware that her husband is in the house in front, seeing everything that is going on.

Having together Marcello Mastroianni (one of the greatest Italian actors of all time) and the unparalleled beauty of Laura Antonelli (more mature in relation to MALICE) in the same film and having a spectacular script, full of attractive personal dramas made Viccario’s film a remarkable work.

Marco Viccario was an Italian actor who directed only 11 films. Most comedies of the erotic genre. Nothing he did compared to WIFEMISTRESS, a rich, bold and nuanced drama.

Armando Trovaioli‘s soundtrack is wonderful. Ennio Guarnieri‘s photograph and Luca Sabatelli‘s costumes are precious. Formally, WIFEMISTRESS is a beautiful film.

TIMEOUT Magazine said about WIFEMISTRESS: “Vicario, through velvety, sensual camerawork, captures an era of intense intellectual and physical restlessness, when Italy dusted off the Belle Epoque and feverishly embraced anarchism, atheism, science, social reform, egalitarianism, and when political and sexual excitement might have seemed interchangeable. The film’s shimmering eroticism is delicious “

To see a film with a feminist bias in the seventies was to be facing a precursor. Perhaps WIFEMISTRESS today sounds even a little conservative and naive. At the time it was done, it was a movie ahead of its time.

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