ERA UMA VEZ NA AMÉRICA: Sergio Leone Fez Outro Filmaço Longo e Provocativo

Nunca falei aqui de ERA UMA VEZ NA AMÉRICA, filme que Sergio Leone, o grande cineasta italiano fez em 1984. O romance THE HOODS, do escritor russo Harry Grey originou um filme maravilhoso de 3h49min que me encantou profundamente.

Um ex-gângster judeu da época da Lei Seca retorna ao Lower East Side de Manhattan mais de trinta anos depois, onde mais uma vez deve enfrentar os fantasmas e arrependimentos de sua antiga vida.

Um elenco soberbo deu vida aos personagens de Leone: Robert de Niro, em um de seus trabalhos mais complexos e bem sucedidos faz o protagonista David “Noodles” Aaronson. James Woods é seu melhor amigo e adversário Max. Elizabeth McGovern é Deborah. Treat Williams, Tuesday Weld (incrível), Burt Young, Joe Pesci, Danny Aiello, William Forsythe, James Hatden e Darlene Flueguel.

A música de Ennio Morricone é simplesmente antológica. É uma das melhores que já ouvi na história do cinema. A fotografia de Tonino Delli Colli igualmente é fascinante.

ONCE UPON A TIME IN AMERICA é dramático, emocionante, lírico, belíssimo, romântico, sensual, trágico e cheio de suspense. Tudo ao mesmo tempo.

Sergio Leone já tinha lugar na história do cinema. Dirigiu apenas 8 filmes. Seus spaghetti westerns da década de 60 (que lançaram, entre outros, Clint Eastwood) são nada menos que antológicos. Ganhou dois David di Donatello.

ONCE UPON A TIME IN AMERICA tem duas versões. A original com quase quatro horas e uma mais curta, de 2 horas e meia, onde há várias cenas confusas pelos cortes de enredos e personagens.

Já vi ERA UMA VEZ NA AMÉRICA algumas dezenas de vezes. A cada visão é um filme melhor.

I never talked about ONCE UPON A TIME IN AMERICA, a film that Sergio Leone, the great Italian filmmaker made in 1984. The novel THE HOODS, by the Russian writer Harry Gray, originated a wonderful 3h49min film that deeply enchanted me.

An ex-Prohibition Jewish gangster returns to Manhattan’s Lower East Side more than thirty years later, where he must once again face the ghosts and regrets of his former life.

A superb cast brought Leone’s characters to life: Robert de Niro, in one of his most complex and successful works is the protagonist David “Noodles” Aaronson. James Woods is his best friend and opponent Max. Elizabeth McGovern is Deborah. Treat Williams, Tuesday Weld (awesome), Burt Young, Joe Pesci, Danny Aiello, William Forsythe, James Hayden and Darlene Flueguel.

Ennio Morricone‘s music is simply anthological. It is one of the best I’ve heard in the history of cinema. Tonino Delli Colli‘s photography is also fascinating.

ONCE UPON A TIME IN AMERICA is dramatic, exciting, lyrical, beautiful, romantic, sensual, tragic and full of suspense. All at the same time.

Sergio Leone already had a place in the history of cinema. He directed only 8 films. His spaghetti westerns from the 60s (which launched, among others, Clint Eastwood) are nothing short of anthological. He won two David di Donatello.

ONCE UPON TIME IN AMERICA has two versions. The original with almost four hours and a shorter one, of 2 and a half hours, where there are several scenes confused by the cuts of plots and characters.

I’ve seen it ONCE IN AMERICA a few dozen times. Every view is a better film.

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