OS SELVAGENS DA NOITE, Mas Pode nos Chamar de WARRIORS

Um dos cult moveis da década de 70 é o filme OS SELVAGENS DA NOITE (THE WARRIORS), que o cineasta Walter Hill escreveu (baseado no livro de Sol Yurik) e dirigiu no ano de 1979.

Na minha opinião, o fato de ter como tema as gangs de rua de Nova Iorque afastou (e afasta) muita gente do que é, na verdade uma bela obra cinematográfica, altamente metafórica sobre a vida, uma jornada de volta para a casa, cercada de ameaças oriundas das injustiças e ingratidões tão comuns no mundo.

A gang dos Warriors vai a um mega encontro convocado por um líder geral, o poderoso Cyrus dos Gramercy Riffs. Quando Cyrus é assassinado, uma gang aponta os Warriors como os responsáveis pela morte dele. A partir daí, a volta para seu bairro, cruzando Manhattan e o Bronx na madrugada é uma jornada repleta de perigos, porque todas as gangs (e a polícia) que enfrentar os supostos assassinos.

Walter Hill, hoje com 78 anos, é um cineasta de excelentes filmes. Tido como um artesão cinematográfico competente, para mim, Hill é bem mais que isto. Seus filmes sempre são inovadores e provocativos. Os enredos que ele escolhe raras vezes não fogem muito do usual. O sujeito tem um senso cinematográfico incomum, criando cenas e personagens inesquecíveis.

Meus filmes preferidos de Walter Hill são RUAS DE FOGO, 48 HORAS, A ENCRUZILHADA, O LIMITE DA TRAIÇÃO e GERÔNIMO, UMA LENDA AMERICANA. Só olhar para estes títulos dá uma vontade louca de rever todos eles, se deliciando novamente com o cinema de Hill.

THE WARRIORS tem no elenco Michael Beck (XANADU mostrou como ele era ruinzinho, mas aqui bem dirigido funciona muito bem), como Swan, o líder dos Warriors. Deborah van Vallkenburgh, Mercedes Ruehl, James Remar, Dorsey Wright, Bryan Tyler e David Harris fazem um cast notável.

Lembro de minha empolgação na primeira vez que vi THE WARRIORS. Saí do cinema deslumbrado com a narrativa extraordinária que Walter Hill tinha conseguido fazer com um tema tão comum. Naquela tarde, aprendi um pouco mais o que faz um cult movie.

One of the cult cultures of the 70s is the film THE WARRIORS, which the filmmaker Walter Hill wrote (based on the book by Sol Yurik) and directed in 1979.

In my opinion, the fact that New York’s street gangs are focused has alienated (and alienates) many people from what is, in fact, a beautiful cinematographic work, highly metaphorical about life, a journey back home, threats from the injustices and ingratitude so common in the world.

The Warriors gang goes to a mega meeting summoned by a general leader, the powerful Cyrus of the Gramercy Riffs. When Cyrus is murdered, a gang points to the Warriors as responsible for his death. From there on, the return to their neighborhood, crossing Manhattan and the Bronx at dawn is a journey full of dangers, because all the gangs (and the police) want to face the alleged killers.

Walter Hill, now 78, is an excellent filmmaker. Known as a competent cinematographic artisan, for me, Hill is much more than that. His films are always innovative and provocative. The plots he chooses are far from the usual. The subject has an unusual cinematic sense, creating unforgettable scenes and characters.

My favorite Walter Hill films are STREETS OF FIRE, 48 HOURS, CROSSROADS, AFFLICTION, and GERONIMO, AN AMERICAN LEGEND. Just looking at these titles makes you want to see them all again, enjoying Hill’s cinema another time.

The WARRIORS have Michael Beck (XANADU showed how bad he was, but here he goes well), as Swan, the leader of the Warriors. Deborah van Vallkenburgh, Mercedes Ruehl, James Remar, Dorsey Wright, Bryan Tyler and David Harris make a remarkable cast.

I remember my excitement the first time I saw THE WARRIORS. I left the cinema dazzled by the extraordinary narrative that Walter Hill had managed to do with such a common theme. That afternoon, I learned a little more about what makes a cult movie.

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