SUPREMA: Emocionante e Provocador de Reflexões

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É FERNANDO ERNESTO CORREA.

É um belo filme.

Apresentado pela Amazon Prime, romanceia, com boa fidelidade, a história de vida de Ruth Bader Ginsburg, a segunda mulher a assumir uma cadeira na Suprema Corte norteamericana, que como se sabe, é composta por 11 juízes indicados livremente pelo Presidente que os nomeia para um cargo vitalício após a aprovação do Senado. Lá, o Supremo é uma instituição multicentenária séria e respeitável que não se compara com essa excrescência que virou o nosso STF. 

Após uma trajetória que não foi um mar de rosas – com várias adversidades, tais como a morte de um filho e a perda prematura do marido – ela conseguiu completar uma formação jurídica singular, com passagens por Cornell, Columbia e Harvard.

Após, acabou destacando-se nacionalmente como uma brilhante advogada defensora dos direitos humanos e das minorias, igualdade de gênero e direito ao aborto.

Com 50 anos, chamou a atenção de Bill Clinton que, em 1985, a nomeou para o mais alto tribunal norteamericano, enfrentando o machismo que nele existia.

Na Suprema Corte sempre se uniu às causas que outrora defendia nos tribunais como advogada. Morreu no exercício do cargo com 87 anos há poucos meses. 

O filme emociona. Felicity Jones, no papel principal, tem um desempenha arrebatador. Armie Hammer, como seu marido, lidera o quadro de coadjuvantes harmônicos e de qualidade. A bonita produção e a direção segura de Mimi Leder mantêm a atenção do expectador do início ao fim. 

Vale a pena assistir Suprema, não só pelo enredo e qualidades técnicas, como também para compararmos o rigoroso critério para o preenchimento de cadeira do Supremo de lá com o descritério como é escolhido qualquer dos 11 ministros do STF de cá.

TODAY’S CINEMARCO GUEST IS FERNANDO ERNESTO CORREA.

It is a beautiful film.

Presented by Amazon Prime, it romances, with good fidelity, the life story of Ruth Bader Ginsburg, the second woman to assume a seat in the North American Supreme Court, which, as is known, is composed of 11 judges freely appointed by the President who nominates them for a life post after Senate approval. There, the Supreme Court is a serious and respectable multi-centenary institution that does not compare with this strange thing that has become our STF.

After a trajectory that was not a bed of roses – with several adversities, such as the death of a son and the premature loss of her husband – she managed to complete a unique legal formation, with passages through Cornell, Columbia and Harvard.

Afterwards, she ended up standing out nationally as a brilliant advocate for human and minority rights, gender equality and the right to abortion.

At the age of 50, she caught the attention of Bill Clinton who, in 1985, appointed her to the highest American court, facing the machism that existed in the nominations.

In the Supreme Court, she has always joined the causes that she once defended in the courts as a lawyer. She died in office at the age of 87, few months ago.

The film moves. Felicity Jones, in the lead role, has a ravishing work of actress. Armie Hammer, like her husband, leads the picture of harmonious and quality assistants. Mimi Leder‘s beautiful production and safe direction keep the viewer’s attention from start to finish.

It is worth watching ON THE BASIS OF SEX, not only for the plot and technical qualities, but also for comparing the strict criteria for filling the Supreme Court chair there with the lack of criteria as any of the eleven STF ministers here is chosen.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.