O PODEROSO CHEFÃO, CODA: A MORTE DE MICHAEL CORLEONE – Outra Vez um Grande Filme de Coppola

Hoje à tarde, ajudado pelo isolamento social, vi na Amazon Prime, O PODEROSO CHEFÃO, CODA: A MORTE DE MICHAEL CORLEONE, a reedição que Francis Coppola fez de GODFATHER III. Coda, ele explica na abertura é o fechamento de uma obra musical. Este era o título do livro de Mario Puzzo em seu terceiro volume.

Eu já era do time que gostava muito do terceiro filme original. Minha lembrança de vê-lo pela primeira vez, no Cine Comodoro em São Paulo é uma memória de puro encantamento. Revê-lo agora nesta nova edição só reforçou tudo o que pensava do filme.

No final, chorando bastante fiquei a ver os créditos e eles dão uma pista de porque o filme é tão maravilhoso. A trilha sonora é de Carmine Coppola e de Nino Rota. O figurino é de Milena Canonero. A fotografia é de Gordon Willis. O roteiro é de Mario Puzzo e do próprio Coppola. O desenho de produção é de Dean Tavoularis. É um time do Liverpool do cinema. Uma seleção de craques internacionais.

Michael Corleone (Al Pacino maduro e brilhante) resolve deixar a vida de crime e se associar ao Banco do Vaticano ficando controlador de uma grande corporação imobiliária nos EUA e Europa. Isto gera ciúmes de seus antigos aliados gângsters e oposições explícitas e implícitas no seio da Igreja, ou por motivos religiosos (ver um ex-gângster sócio da Igreja) ou financeiros (havia muita corrupção no Banco).

Paralelamente, o filho do falecido Sonny Corleone, Vincent (Andy Garcia muito bem), pela via da Tia Connie (Talia Shire) se aproxima da família pretendendo assumir no futuro o lugar de Michael o que o leva a um romance louco com a filha do Chefão, a bela Mary Corleone (Sofia Coppola na frente da câmera em trabalho injustiçado).

Ainda tem Kay (Diane Keaton sempre maravilhosa) advogando junto a Michael a causa do filho Anthony (Frank D’Ambrosio) quer quer ser cantor lírico e não advogado. O elenco ainda traz Elli Wallach, George Hamilton (que falta fez Robert Duvall), Raff Vallone, Bridget Fonda, Joe Mantegna e Helmut Berger.

Há uma quantidade de cenas plasticamente belíssimas que deixam a gente de boca aberta quase o tempo inteiro. Acho que este terceiro filme é mesmo muito próximo de uma ópera. História trágica, música belíssima e visual arrebatador.

GODFATHER, CODA é um filmaço.

This afternoon, helped by social isolation, I saw GODFATHER, CODA: THE DEATH OF MICHAEL CORLEONE, Francis Coppola’s reissue of GODFATHER III. Coda, he explains at the opening is the closing of a musical work. This was the title of Mario Puzzo’s book in its third volume.

I was already on the team that really liked the third original film. My memory of seeing him for the first time at Cine Comodoro in São Paulo is a memory of pure enchantment. Seeing him now in this new edition only reinforced everything I thought of the film.

In the end, crying a lot I watched the credits and they give a clue as to why the film is so wonderful. The soundtrack is by Carmine Coppola and Nino Rota. The costume design is by Milena Canonero. The photograph is by Gordon Willis. The screenplay is by Mario Puzzo and Coppola himself. The production design is by Dean Tavoularis. It’s a Liverpool film team. A selection of international stars.

Michael Corleone (mature and brilliant Al Pacino) decides to leave his life of crime and join the Vatican Bank, controlling a large real estate corporation in the USA and Europe. This generates jealousy of his former gangster allies and explicit and implicit oppositions within the Church, either for religious reasons (see a former member of the Church) or financial (there was a lot of corruption in the Bank).

At the same time, the son of the late Sonny Corleone, Vincent (Andy Garcia very well), by way of Aunt Connie (Talia Shire) approaches the family intending to take Michael’s place in the future which leads him to a crazy romance with the daughter of Godfather, the beautiful Mary Corleone (Sofia Coppola in front of the camera doing wrong work).

There is still Kay (Diane Keaton always wonderful) advocating with Michael the cause of her son Anthony (Frank D’Ambrosio) wants to be a lyrical singer and not a lawyer. The cast also features Elli Wallach, George Hamilton (Robert Duvall was missing), Raff Vallone, Bridget Fonda, Joe Mantegna and Helmut Berger.

There are a number of plastically beautiful scenes that leave people with their mouths open almost the entire time. I think this third film is very close to an opera. Tragic history, beautiful music and breathtaking visuals.

GODFATHER, CODA is an unforgetable film.

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