GEORGETOWN: Não é Fácil (Mesmo Para um Ótimo Ator) Dirigir um Filme

Ninguém duvida da capacidade invulgar do ator austro-germânico Christof Waltz. Basta dizer que nos últimos anos, ele recebeu dois Oscars (BASTARDOS INGLÓRIOS e DJANGO LIVRE) e outros 83 prêmios de interpretação, inclusive 2 Globos de Ouro, 2 BAFTAs e um Prêmio de Melhor Ator em Cannes.

Por isso, a notícia de que seu filme de estréia como Diretor (assinado como C. Waltz), lançado no último Festival Tribeca, em Nova Iorque, estava disponível nos serviços de streaming (NOW, Apple TV+, Amazon Prime Video) me levou logo a vê-lo. Ainda mais que a história era baseada em um fato real (ah, o apelo dos filmes baseados em fatos reais!) em que uma rica socialite de Georgetown, bairro famoso de Washington tinha sido assassinada por seu segundo marido mais jovem.

Pois GEORGETOWN comprovou como é difícil dirigir um filme. Tinha enredo (achei o roteiro fraco, meio perdido entre drama, thriller, documentário ou comédia), um baita elenco (o próprio Waltz, a icônica Vanessa Redgrave e Anette Benning), e uma produção esmerada, com locações em Toronto (onde Georgetown foi recriada lindamente).

Não deu certo. É muito interessante ver como um vigarista como Ulrich Mott fez carreira nos EUA, a base de falsos currículos (alguma semelhança?), diplomas impressos em sites fake da internet, citações de amizades profundas com quem sequer lhe conhece, fictícias relações com potências estrangeiras e muitas festas pagas com o dinheiro da esposa carente de atenção e carinho.

O filme desperdiça a maioria dos relevantes temas que aborda. A solidão das pessoas (tanto a mãe quanto a filha são impressionantes), o vazio das relações atuais e a facilidade de ascensão social por pessoas mal intencionadas.

Mas tudo é meio frouxo e ingênuo. Das cenas entre o casal, à investigação, ou ao julgamento de Mott. Tristemente, há que se admitir que faltou ao filme um diretor mais qualificado e experiente. E melhores atores coadjuvantes, algo que Waltz deveria saber como é fundamental para o sucesso de seu primeiro filme.

No one doubts the unusual ability of Austro-German actor Christof Waltz. Suffice it to say that in the past few years, he has received two Oscars (INGLORIOUS BASTERDS and DJANGO UNCHAINED) and another 83 acting awards, including 2 Golden Globes, 2 BAFTAs and a Best Actor Award in Cannes.

Therefore, the news that his debut film as Director (signed as C. Waltz), released at the last Tribeca Festival in New York, was available on streaming services (NOW, Apple TV +, Amazon Prime Video) promptly took me to see him. Even more than the story was based on a real fact (ah, the appeal of films based on real facts!) that a wealthy socialite from Georgetown, a famous neighborhood in Washington, had been murdered by her second younger husband.

Because GEORGETOWN proved how difficult it is to direct a film. It had a plot (I found the script weak, half lost between drama, thriller, documentary or comedy), a huge cast (Waltz himself, the iconic Vanessa Redgrave and Anette Benning), and a neat production, with locations in Toronto (where Georgetown was beautifully recreated).

It didn’t work. It is very interesting to see how a swindler like Ulrich Mott made a career in the USA, based on false resumes (any similarity?), Diplomas printed on fake internet sites, quotes from deep friendships with those who don’t even know him, fictitious relations with foreign countries and many parties paid for with the wife’s money in need of attention and affection.

The film wastes most of the relevant themes it addresses. The loneliness of people (both mother and daughter are impressive alone people), the emptiness of current relationships and the ease of social ascension by people with bad intentions.

But everything is a little loose and naive. From the scenes between the couple, to the investigation, or to Mott’s trial. Sadly, it must be admitted that the film lacked a more qualified and experienced director. And better supporting actors, something that Waltz should know as fundamental to the success of his first film.

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