JORGE GHIORZI E OS 10 DE 2020

O CINEMARCO TEM CONVIDADO CINÉFILOS AMIGOS PARA LISTAR OS MELHORES FILMES QUE VIRAM EM 2020. HOJE É A VEZ DE JORGE GHIORZI.

Um ano em que trocamos as telonas de tecido por displays de LED.

Um ano em que substituímos a experiência ritual coletiva das salas de cinema por um exercício quase solitário em salas de estar.

Um ano em que os estúdios e companhias cinematográficas tomaram um susto, vacilaram, arriscaram e por fim, não sabem ainda com clareza o que fazer no futuro breve com os lançamentos.

Um ano em que o chamado circuito de cinemas saiu de cena e fomos impelidos em massa para o que o jargão tecnológico nos apresenta como plataformas.

Um ano em que (confesso) pouca atenção dediquei aos lançamentos (!) cinematográficos, aproveitei meu tempo para revisões e preencher lacunas essenciais.

Um ano tão errático, estranho e medonho como este, onde o ato de fazer uma lista de filmes de destaque na temporada é um convite à discordância.

Em um ano tão fraturado como este 2020, ainda assim é possível fazer uma lista, que fique como memória cinematográfica de um “ano que foi sem nunca ter sido”.

Os 10 de 2020, em ordem aleatória:

1 – RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS – de Céline Sciamma

2 – JOJO RABBIT – de Taika Waititi

3 – 1917 – de Sam Mendes

4 – O OFICIAL E O ESPIÃO – de Roman Polanski

5 – NUNCA, RARAMENTE, ÀS VEZES, SEMPRE – de Eliza Hittman

6 – UMA VIDA OCULTA – de Terrence Malick

7 – O FAROL – de Robert Eggers

8 – VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI – de Ken Loach

9 – MANK – de David Fincher

10 – O SOM DO SILÊNCIO – de Darius Marder

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