A PISCINA MORTAL: Paul Newman é o Detetive Particular Lew Archer (ou Harper)

O Detetive Lew Archer, criado pelo escritor Ross MacDonald (pseudônimo do canadense Kenneth Millar) e protagonista de 19 livros, é uma espécie de primo pobre dos ilustres e famosos Sam Spade (personagem criado por Dashiell Hammet) e Phillip Marlowe (Raymond Chandler). No cinema, o detetive virou Lew Harper.

Conta a lenda que a troca do nome teria sido exigência de Paul Newman que teria vários filmes de sucesso cujo título se iniciava com a letra “H”, como HUD, HOMBRE e THE HUSTLER. Seu primeiro filme como o detetive se chamou HARPER.

Em 1975, o cineasta novaiorquino Stuart Rosenberg fez A PISCINA MORTAL (THE DROWNING POOL) , em que o Detetive Harper viaja a Louisiana para ajudar uma ex-namorada, preocupada que o marido descubra suas infidelidades.

Paul Newman, no auge de sua fama e beleza, vive Lew Harper, com o todo o cinismo próprio de um ótimo P.I. (Private Investigator) de uma trama noir. Apenas para citar um diálogo do filme: Mavis: “Não é correto olhar para o vestido de uma mulher.” Harper: “Todo mundo tem que olhar para algum lugar.”

O elenco, além de Paul Newman, tinha sua esposa Joanne Woodward (sempre ótima), Gail Strickland, Melanie Griffith (então com 18 anos), Tony Franciosa, Murray Hamilton, Richard Jaeckel e Linda Raynes.

Lembo de ter assistido A PISCINA MORTAL no Cine São João, uma bela sala de rua da Fama Filmes, na esquina da Avenida Salgado Filho com a Rua Vigário José Inácio, no centro de Porto Alegre. Foi uma verdadeira viagem a Louisiana.

O clímax do filme é a cena de Harper e da personagem Mavis em uma sala inteiramente vedada cheia d’água.

A PISCINA MORTAL, como todo filme noir que se preze, vive de reviravoltas na trama. Nada é o que parece.

Como sofre um P.I.

Detective Lew Archer, created by writer Ross MacDonald (pseudonym of Canadian Kenneth Millar) and protagonist of 19 books, is a kind of poor cousin of the illustrious and famous Sam Spade (character created by Dashiell Hammet) and Phillip Marlowe (Raymond Chandler). In the cinema, the detective became Lew Harper.

Legend has it that the change of name would have been a requirement of Paul Newman who would have several successful films whose title started with the letter “H”, such as HUD, HOMBRE and THE HUSTLER. His first film as a detective was called HARPER.

In 1975, New York filmmaker Stuart Rosenberg did THE DROWNING POOL, in which Detective Harper travels to Louisiana to help an ex-girlfriend, worried that her husband will discover his infidelities.

Paul Newman, at the height of his fame and beauty, lives Lew Harper, with all the cynicism of a great P.I. (Private Investigator) of a noir plot. Just to quote a dialogue from the film: Mavis: “It’s not nice to look up lady’s dresses. Lew Harper: Everyone’s got to look somewhere.”

The cast, in addition to Paul Newman, had his wife Joanne Woodward (always great), Gail Strickland, Melanie Griffith (then 18), Tony Franciosa, Murray Hamilton, Richard Jaeckel and Linda Raynes.

I remember watching THE MORTAL SWIMMING POOL at Cine São João, a beautiful street room from Fama Filmes, on the corner of Avenida Salgado Filho and Rua Vigário José Inácio, in downtown Porto Alegre. It was a real trip to Louisiana.

The climax of the film is an attempted assassination of Harper and the character Mavis in an entirely sealed room filled with water.

THE MORTAL SWIMMING POOL, like any self-respecting noir film, lives on plot twists. Nothing is as it seems.

How a P.I. suffers

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