AMOR E TULIPAS: Infidelidade e Tulipas

Acho que vou fazer um posto sobre os piores títulos nacionais de filmes. Este AMOR E TULIPAS, como versão a TULIP FEVER é de doer. Mas há muitos outros bem ruins. Há uma piada clássica do colunista Zózimo Barros do Amaral no finado Jornal do Brasil, logo após o lançamento de THE DEER HUNTER, de Michael Cimino aqui incrivelmente intitulado O FRANCO ATIRADOR. Ele disse que o mesmo tradutor estava pensando em chamar o filme MANHATTAN, de Woody Allen de BROOKLYN.

Títulos nacionais a parte, TULIP FEVER é um interessante drama que o cineasta inglês Justin Chadwick fez em 2017. A trama narra a história de uma jovem órfã que é resgatada do orfanato para morar em sua rica casa em Amsterdan, no século XVII. Seu único pedido à esposa é que queria ter um filho para esquecer a perda dos dois do primeiro casamento.

Em dado momento, enquanto a gravidez tão desejada não chega, o rico idoso traz para dentro de casa um jovem pintor para fazer um quadro do casal. Logo, os olhares calientes dele para a esposa começam a retirar a moça do caminho da fidelidade.

O livro da escritora inglesa Deborah Moggach, que ela mesmo roteirizou com a parceria do talentoso e premiado Tom Stoppard tem muitos elementos fascinantes em sua narrativa. Os casamentos por conveniência, a rígida estrutura social na Holanda do Século XVII, os conceitos de casamento e fidelidade, a arte como forma de ganhar a vida e, finalmente, a bolsa de valores em torno de tulipas, uma flor que veio do oriente mas se tornou famosa na Holanda.

A atriz sueca Alicia Vikander (Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em A GAROTA DINAMARQUESA) vive a atormentada Sophia Sandvoort. O sempre ótimo Cristoph Waltz (dois Oscars por BASTARDOS INGLÓRIOS e DJANGO LIVRE) é o rico marido Cornelis Sandvoort. A notável Holliday Grainger faz a criada de confiança Maria, peça essencial na trama. E Dane DeHaan faz o pintor sedutor.

Uma das atrações do filme são as cenas de nudez e sexo, em quantidade invulgar e filmadas com naturalismo por Chadwick. Mas o filme tem muito mais. As locações recriando a Amsterdan antiga são belíssimas. A fotografia é rica e cheia de detalhes.

Em resumo, TULIP FEVER é um bom filme. Tem drama, romance, sensualidade e crítica social. Cumpriu seu papel plenamente.

I think I’ll make a post about the worst Brazilian movie titles. This LOVE AND TULIPS, as a translation for TULIP FEVER version is very bad. But there are many other bad ones. There is a classic joke by columnist Zózimo Barros do Amaral in the late Jornal do Brasil, right after the release of THE DEER HUNTER, by Michael Cimino here, incredibly titled THE SNIPER. He said the same translator was thinking of calling Woody Allen’s MANHATTAN film, as BROOKLYN.

National titles aside, TULIP FEVER is an interesting drama that English filmmaker Justin Chadwick did in 2017. The plot tells the story of a young female orphan who is rescued from the orphanage to live in a new rich home in Amsterdam in the 17th century. . The only request of the aged husband to his wife is that he wanted to have a son to forget the loss of the two from his first marriage.

At a certain moment, while the pregnancy that is so desired does not arrive, the rich old man brings a young painter into the house to paint a picture of the couple. Soon, his hot looks at his wife begin to take the girl out of the path of fidelity.

The book by English writer Deborah Moggach, which she herself scripted in partnership with the talented and award winning Tom Stoppard has many fascinating elements in her narrative. Marriages for convenience, the rigid social structure in 17th century Holland, the concepts of marriage and fidelity, art as a way of earning a living and, finally, the stock exchange around tulips, a flower that came from the east but became famous in the Netherlands.

Swedish actress Alicia Vikander (Oscar for Best Supporting Actress in THE DANISH GIRL) lives in tormented Sophia Sandvoort. The always great Cristoph Waltz (two Oscars for INGLORIOUS BASTERDS and DJANGO FREE) is the rich husband Cornelis Sandvoort. The notable Holliday Grainger plays the trusted servant Maria, an essential part of the plot. And Dane DeHaan makes the seductive painter.

One of the attractions of the film are the scenes of nudity and sex, in an unusual amount and filmed with naturalism by Chadwick. But the film has much more. The locations recreating old Amsterdam are beautiful. The photograph is rich and full of details.

In short, TULIP FEVER is a good film. It has drama, romance, sensuality and social criticism. It has fulfilled its role fully.

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