OS DOZE MACACOS: Delírio de Gilliam Sobre Pandemia se Mostra Atual e Provocativo

Resolvi rever OS DOZE MACACOS, filme que Terry Gilliam (cineasta inglês que foi um dos integrantes do Grupo Monty Python e depois teve sólida carreira individual) fez em 1995.

O filme narra a vinda de um home do futuro para investigar uma pandemia que matou mais de cinco bilhões de pessoas em 1996, fazendo a superfície da Terra ficar restrita aos animais, levando os humanos para viver no subsolo.

E óbvio porque rever o filme, certo?

Independentemente de sua atualidade incrível, 12 MONKEYS é mais um trabalho muito rico de Terry Gilliam. Tem thriller, tem suspense, tem romance, tem ficção científica, crítica social, tudo mesclado com a estética incrível característica dos filmes de Gilliam.

Um elenco ótimo dá vida aos personagens do roteiro caleidoscópico escrito por Chris Marker (que fez o filme francês LA JETEE, no qual se baseia) e David Webb Peoples. A interminável série de flashbacks e delírios oníricos dos personagens faz a trama ser bem complexa de se seguir. Há que se concentrar. Mas vale muito a pena.

Bruce Willis (na época um ator em alta), a sempre linda Madeline Stowe, Brad Pitt (em trabalho incrível que lhe deu o Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar de Melhor Coadjuvante), David Morse, Christopher Plummer, Chris Meloni (o Detetive Stabler de LAW AND ORDER então bem jovem), John Seda e Michael Chance compõem um ótimo elenco.

Ainda tem uma excelente trilha sonora de Paul Buckmaster (onde também está WHAT A WONDERFUL WORLD, cantada por Louis Armstrong) baseada no tango de Astor Piazolla “Suite Punta del Este” e uma fotografia incrível de Roger Pratt.

Entre tanta coisa interessante de 12 MONKEYS, há uma cena maravilhosa em que o duo central se esconde em um cinema onde está passando um Festival Hitchcock. Trechos, músicas e diálogos de VERTIGO e THE BIRDS são maravilhosamente utilizados por Gilliam. Um momento de beleza única do filme.

Rever o filme me proporcionou muito prazer. Ainda mais nestes tempos de COVID 19, isolamento social e muita confusão, 12 MONKEYS se mostra um filme futurista e sempre fascinante de se ver. Gilliam segue sendo um cineasta provocativo e anárquico. Seu cinema é sempre desafiador e deixa muito a discutir.

O filme gerou uma série de TV no Canal Syfy que chegou a quatro temporadas.

12 MONKEYS é, sem dúvida, um filme a ser revisto.

I decided to review 12 MONKEYS, a film that Terry Gilliam (an English filmmaker who was a member of the Monty Python Group and later had a solid individual career) made in 1995.

The film narrates the coming of a home of the future to investigate a pandemic that killed more than five billion people in 1996, making the Earth’s surface restricted to animals, taking humans to live underground.

It is obvious why to review the film, right?

Regardless of its incredible timeliness, 12 MONKEYS is yet another very rich work by Terry Gilliam. It has thriller, it has suspense, it has romance, it has science fiction, social criticism, all mixed with the incredible aesthetic characteristic of Gilliam’s films.

A great cast brings the characters of the kaleidoscopic script to life written by Chris Marker (who made the French film LA JETEE, on which it is based) and David Webb Peoples. The endless series of flashbacks and dreamlike delusions of the characters makes the plot very complex to follow. You have to concentrate. But it is very worth it.

Bruce Willis (at the time a hot actor), the always beautiful Madeline Stowe, Brad Pitt (in an incredible job that gave him the Golden Globe and an Oscar nomination for Best Supporting), David Morse, Christopher Plummer, Chris Meloni (Detective Stabler from LAW AND ORDER at a young age), John Seda and Michael Chance make up a great cast.

There is also an excellent soundtrack by Paul Buckmaster (where there is also WHAT A WONDERFUL WORLD, sung by Louis Armstrong) based on Astor Piazolla‘s tango “Suite Punta del Este” and an incredible photograph by Roger Pratt.

Among so many interesting things from 12 MONKEYS, there is a wonderful scene in which the central duo hides in a cinema where a Hitchcock Festival is playing. Excerpts, music and dialogues from VERTIGO and THE BIRDS are wonderfully used by Gilliam. A moment of unique beauty from the film.

Reviewing the film gave me a lot of pleasure. Even more in these times of COVID 19, social isolation and a lot of confusion, 12 MONKEYS is a futuristic film and always fascinating to watch. Gilliam remains a provocative and anarchic filmmaker. His cinema is always challenging and leaves a lot to discuss.

The film spawned a TV series on the Syfy Channel that spanned four seasons.

12 MONKEYS is, without a doubt, a film to be reviewed.

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