SHERLOCK HOLMES: Como fazer um filme ruim demais

Os leitores do CINEMARCO já sabem da minha paixão por tudo que se refere ao imortal detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle. E olha que eu acho que releituras e criatividade são altamente bem vindas.

Achei o máximo a série SHERLOCK da BBC com Benedith Cumberbatch, onde redes sociais, internet e outras modernidades passar a ser personagens das tramas. Igualmente gostei muito das releituras que o cineasta Guy Ritchie fez com Robert Downey Jr. e Jude Law, como Holmes e Watson. E, por fim, me agradou bastante de MR. HOLMES, que Bill Condon dirigiu em 2015, com um magnífico Ian McKellen.

Sempre que vejo um filme ou série com Sherlock Holmes vou logo ver. Ontem dei de cara com um filme de 2010, intitulado SHERLOCK HOLMES, dirigido por Rachel Lee Goldenberg.

A trama mostra Holmes e Watson às voltas com monstros que assombram Londres: um dinossauro, um dragão e um polvo gigante. Está infeliz ideia do roteirista Paul Bales só piora durante o filme.

Holmes é interpretado pelo ator Ben Snyder, bem fraquinho. A começar pelo cabelo estilo Príncipe Valente, mais uma ideia infeliz dos produtores do filme. Watson é feito Gareth David-Lloyd, um pouco melhor que Holmes.

Confesso que vi o filme todo (felizmente é bem curto, tem 1h29min) para ver até onde iria a empreitada. No final, fiquei em dúvida se a diretora Goldenberg pretendeu fazer uma comédia.

Há muitas cenas ridículas, os efeitos especiais são amadores e a história não faz qualquer sentido.

Elizabeth Arends faz o papel de uma femme fatale que depois se descobre ser um robô assassino desenvolvido pelo irmão de Holmes, o perverso Thorpe Holmes. Outra ideia infeliz.

Quero dizer que foi o pior filme que já vi com os personagens de Conan Doyle. Quase um sacrilégio.

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