SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI: Documentário Brilhante e Revelador

Vi ontem no NOW o documentário SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI, que os cineastas Michael Langer, Calvito Leral e Claudio Manoel fizeram em 2009.

Figura polêmica da história da MPB Wilson Simonal teve uma ascensão e queda impressionantes.

O documentário divide muito bem o tempo em que enfoca o surgimento e o auge do sucesso de Simonal, com imagens históricas incríveis (isto é a alma de um ótimo documentário) e entrevistas ótimas feitas com personagens como Nelson Motta, Toni Tornado, Miele, Ricardo Cravo Albim, Pelé, Chico Anísio, Ziraldo, Jaguar e muitos outros.

Simonal – figura carioca que consagrou a ideia de swing – se tornou um ídolo nacional e internacional com um sucesso sem precedentes.

Mas a parte em que o documentário se diferencia é ao focalizar o triste episódio da queda de Simonal tido com delator a serviço do DOPS e da Ditadura. Achei o material jornalístico apresentado realmente impressionante. O ponto alto é terem conseguido uma entrevista com o contador supostamente torturado por agentes do DOPS a pedido de Simonal, que fala sobre os fatos pela primeira vez mais de trinta anos depois.

Eu gosto muito de documentários. Fazer um ótimo documentário é uma arte que exige muito talento e noção cinematográfica. Fugir da monotonia é muito difícil.

O filme dos três cineastas supera este obstáculo com firmeza e inteligência. A montagem dinâmica afasta qualquer segundo de tédio para o espectador.

Recomendo vivamente SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI. É a história do Brasil, da MPB e de um dos seus maiores ídolos.

I saw yesterday on NOW the documentary SIMONAL – NO ONE KNOWS HOW HARD I WORKED, that filmmakers Michael Langer, Calvito Leral and Claudio Manoel did in 2009.

Controversial figure in the history of MPB Wilson Simonal had an impressive rise and fall.

The documentary divides the time in which it focuses on the emergence and peak of Simonal’s success very well, with incredible historical images (this is the soul of a great documentary) and great interviews with characters like Nelson Motta, Toni Tornado, Miele, Ricardo Cravo Albim, Pelé, Chico Anísio, Ziraldo, Jaguar and many others.

Simonal – a carioca figure who enshrined the idea of ​​swing – became a national and international idol with unprecedented success.

But the part in which the documentary differs is in focusing on the sad episode of the fall of Simonal with a whistleblower in the service of DOPS and the Dictatorship. I found the journalistic material presented really impressive. The highlight is that they got an interview with the accountant allegedly tortured by DOPS agents at the request of Simonal, who talks about the facts for the first time more than thirty years later.

I really like documentaries. Making a great documentary is an art that requires a lot of talent and cinematic notion. Running away from monotony is very difficult.

The film by the three filmmakers overcomes this obstacle with firmness and intelligence. Dynamic editing takes away any boredom for the viewer.

I strongly recommend SIMONAL – NO ONE KNOWS HOW HARD I WORKED. It is the history of Brazil, MPB and one of its greatest idols.

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