CLARICE: Série da CBS Iniciou Muito Bem (Especialmente Para os Fãs de Silêncio dos Inocentes)

É óbvio que Anthony Hopkins, Jodie Foster e Jonathan Demme fazem uma falta bárbara. Não precisava nem dizer.

Mas confesso que o primeiro episódio de CLARICE, a ambiciosa aposta da CBS em fazer uma série retomando os personagens da obra prima O SILÊNCIO DOS INOCENTES, me fascinou bastante.

A atriz australiana Rebecca Breeds faz um trabalho bem interessante criando uma Clarice Starling que mescla, força, conhecimento, inteligência com traumas, fraquezas, inexperiência. Outra vez, é claro que ela está noutro patamar em relação às atrizes que viveram Clarice antes, as deusas Jodie Foster e Julianna Moore. Mas é muito bom ver Clarice de volta.

O produtor californiano Alex Kurtzman e sua parceira Jenny Lumet (filha de Sidney Lumet) conceberam muito bem a construção da trama de CLARICE. Há muitas evocações do filme original, todas oblíquas e muito evocativas para o fã das histórias escritas de Thomas Harris. O primeiro episódio usa e abusa de olhares, imagens e lembranças. Ficou muito bom.

No campo da história, faz um ano que Clarice Starling matou Buffalo Bill e libertou a filha da Senadora Ruth Martin (a ótima atriz inglesa Jayne Atkinson, de 24 e HOUSE OF CARDS). A Senadora agora é a Secretaria Federal de Justiça e chama Clarice para integrar uma força tarefa que vai caçar um novo Serial Killer. A filha da Senadora, a jovem Catherine Martin (Marnee Carpenter) segue com a cadelinha Precious e todos os traumas que ficou de seu rapto por Buffalo Bill.

Os agentes do FBI (sempre agentes especiais) são Paul Krendler (o ator novaiorquino Michael Cudlitz (TWD), Emyn Gregorian (Kal Penn de HOUSE e DESIGNATED SURVIVOR) e Thomas Esquivel (Lucca de Oliveira, um filho de brasileiros nascido em NY).

Gostei muito do primeiro episódio de CLARICE. Achei tenso, contudente, adulto, emocionante, inteligente e criativo. Para um cinéfilo grande apaixonado por O SILÊNCIO DOS INOCENTES, foi um delírio estar com CLARICE outra vez.

It is obvious that Anthony Hopkins, Jodie Foster and Jonathan Demme are essential absences. I didn’t even have to say it.

But I confess that the first episode of CLARICE, CBS’s ambitious bet on making a series featuring the characters of the masterpiece SILENCE OF THE LAMBS, fascinated me a lot.

Australian actress Rebecca Breeds does a very interesting job creating a Clarice Starling that mixes, strength, knowledge, intelligence with traumas, weaknesses, inexperience. Again, it is clear that she is on another level in relation to the actresses who lived Clarice before, the goddesses Jodie Foster and Julianne Moore. But it’s great to see Clarice back.

Californian producer Alex Kurtzman and his partner Jenny Lumet (daughter of the great Sidney Lumet) conceived the construction of the CLARICE plot very well. There are many evocations of the original film, all oblique and very evocative for the fan of Thomas Harris‘ written stories. The first episode uses and abuses looks, images and memories. It was very good.

In the field of history, Clarice Starling killed Buffalo Bill a year ago and released the daughter of Senator Ruth Martin (the great English actress Jayne Atkinson, 24 and HOUSE OF CARDS). The Senator is now the Federal Secretary of Justice and calls Clarice to join a task force that will hunt down a new Serial Killer. The Senator’s daughter, young Catherine Martin (Marnee Carpenter) follows with the little dog Precious and all the traumas left by her abduction by Buffalo Bill.

FBI agents (always special agents) are Paul Krendler (New York-based actor Michael Cudlitz of TWD), Emyn Gregorian (Kal Penn from HOUSE and DESIGNATED SURVIVOR) and Thomas Esquivel (Lucca de Oliveira, a son of Brazilians born in NY).

I really liked the first episode of CLARICE. I found it tense, contentious, adult, exciting, intelligent and creative. For a big moviegoer in love with SILENCE OF THE LAMBS, it was a delight to be with CLARICE again.

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