TED LASSO: Jason Sudeikis Cresce Muito na Excelente Série Original da Apple TV+

A incrível quantidade de troféus que a série original da Apple TV+ TED LASSO ganhou nesta primeira rodada de cerimônias me levou a revisitar a história do técnico de futebol americano sulista que estranhamente é contratado para conduzir a temporada de um pequeno mas tradicional clube inglês da Premier League, o Richmond, uma espécie de Leicester ou Crystal Palace da vida real.

A comunidade local vive em torno do clube. O estádio antigo é um templo de adoração. As gerações se sucedem na paixão cada vez maior pelo time. Nos dias de jogos, a cidade para para ver. O Pub local, da proprietária à decoração, bebe e respira Richmond.

Neste contexto, trazer um coach americano, que mal sabe os termos do soccer pareceu um sacrilégio. Na realidade era. Com a tumultuada separação do casal dono do Richmond, a ex- esposa ficou de proprietária e vê na destruição do time uma punição dolorosa que pode impor ao ex-marido, hoje cercado de beldades bem mais jovens que ela.

TED LASSO, um caipira americano, técnico de times universitários de bola oval chega à Inglaterra estranhando das palavras ao chá (“Entre o chá e eu ainda há um abismo.”).

Mas seu jeitão honesto, muito trabalho, uma certa filosofia de botequim que toca aos boleiros e sentimentos verdadeiros que motivam todos, vão virar o jogo.

O Richmond começa a ganhar e até o jeito que a torcida chama TED de “wanker” (“punheteiro” no sentido de incompetente) passa a ter um certo afeto.

Vi todos os episódios restantes (ao todo são 10 nesta primeira temporada) de TED LASSO. Realmente, minha primeira impressão de ser uma comédia bem feita mas sem grandes vôos se desfez. Há muita coisa boa em TED LASSO.

Inicia pelo próprio protagonista, o ator e roteirista Jason Sudeikis. Conhecido mundialmente como o ex-marido de Olivia Wilde, Sudeikis, mais um da turma do Saturday Night Live, havia se destacado em FAMÍLIA DO BAGULHO (WE’RE THE MILLERS), ao lado de Jennifer Anniston. Não somente acho que o roteiro e sua atuação em TED LASSO são seus melhores trabalhos até agora, como é inquestionável que ele mudou de patamar na indústria do entretenimento. Com a excelente e exitosa sérrie da Apple, ele passou para uma prateleira acima.

Hannah Waddingham, Juno Temple, Brendan Hunt, Jeremy Swift, Phill Dunster (o mimado astro do time Jimmy Tart), Brett Goldstein (o veterano capitão já sem condições físicas de atuar) e Toheeb Jimoh fazem um elenco muito mais que inspirado.

É claro que o roteiro excelente de TED LASSO é seu grande trunfo. Ele aborda o esporte (profundamente como poucos filmes até hoje), o racismo, a mágoa de uma separação, xenofobia, machismo, inclusão e diversidade, a rixa entre americanos e ingleses e muito mais coisa, sempre com inteligência, humor e uma visão carinhosa.

Realmente TED LASSO – já renovado para a segunda e terceira temporadas – é uma das melhores séries do ano. Mereceu todos os prêmios. Para quem gosta de esporte, então, é de visão obrigatória.

The incredible amount of trophies that the original Apple TV +, TED LASSO series won in this first round of ceremonies took me to revisit the story of the southern football coach who is strangely hired to lead the season for a small but traditional English Premier League soccer club, the Richmond, a sort of Leicester or Crystal Palace of real life.

The local community lives around the club. The old stadium is a temple of worship. The generations succeed each other in the growing passion for the team. On game days, the city stops to see. The local Pub, from the owner to the decor, drinks and breathes Richmond.

In this context, bringing in an American coach, who barely knows the terms of soccer, seemed sacrilegious. In reality it was. With the tumultuous separation of the couple that owns Richmond, the ex-wife became the owner and sees in the destruction of the team a painful punishment that she can impose on her ex-husband, now surrounded by beauties much younger than her.

TED LASSO, an American hillbilly, coach of university oval ball teams arrives in England, wondering about the words to tea (“Between tea and me there is still an abyss.”).

But his honest way, a lot of work, a certain philosophy of tavern that touches the footballers and true feelings that motivate everyone, will turn the tide.

Richmond starts to win and even the way that the crowd calls TED “wanker” (“masturbator” in the sense of incompetent) starts to have a certain affection.

I saw all the remaining episodes (there are 10 in this first season) of TED LASSO. Really, my first impression of being a well-made comedy but without great flights fell apart. There is a lot of good in TED LASSO.

It starts with the protagonist himself, actor and screenwriter Jason Sudeikis. Known worldwide as the ex-husband of Olivia Wilde, Sudeikis, another of the Saturday Night Live gang, had stood out in WE’RE THE MILLERS, alongside Jennifer Anniston. Not only do I think that the script and his performance in TED LASSO are his best works so far, but it is unquestionable that he has changed levels in the entertainment industry. With Apple’s excellent and successful series, he moved to a shelf above.

Hannah Waddingham, Juno Temple, Brendan Hunt, Jeremy Swift, Phill Dunster (the spoiled star of team Jimmy Tart), Brett Goldstein (the veteran captain no longer able to act) and Toheeb Jimoh make a much more than inspired cast.

Of course, TED LASSO’s excellent script is its great asset. It addresses sport (as deeply as few films to date), racism, the hurt of separation, xenophobia, machism, inclusion and diversity, the feud between Americans and English and much more, always with intelligence, humor and a caring vision .

Really TED LASSO – already renewed for the second and third seasons – is one of the best series of the year. It deserved all the awards. For those who like sports, then, it is a must see.

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