GUERRA NAS ESTRELAS: O Filme da Vida de Paulo Casa Nova

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É O CINECLUBISTA PAULO CASA NOVA

Era a noite de sábado de 28 de janeiro de 1978 e era uma pré-estreia no Cinema Ritz.

Eu tinha, aos doze anos, bombardeado, torturado, espicaçado meus pais por toda a semana para irmos àquela sessão (“Mas na próxima segundaserá a estreia!”) que tinha vencido no cansaço.

Na noite estrelada, compramos os últimos ingressos e logo entramos no cinema; sentamos na primeiríssima fila, a fila do gargarejo!

Nada mais adequado para um cinéfilo em formação. A primeira cena do filme – GUERRA NAS ESTRELAS – é a do Destroier Imperial ocupando a tela inteira enquanto persegue a pequena nave consular de Princesa Leia.

Lembro como se fosse hoje da perda da respiração daquele menino de doze anos olhando para cima, direto na tela, para aquela imagem de força e opressão do Império Galático, aquela imagem que nunca terminava na tela grande até aparecer, finalmente, após os tiroteios de laser, em meio a fumaça, o mal encarnado, a mão esquerda do Império, o supervilão: Darth Vader!

Só ali eu tinha voltado a respirar. Meus pais, vim a saber beeeem depois estavam controlando meu nível de roxo (roxismo, roxidão?) até onde achavam aceitável (eram os anos 1970, os parâmetros eram outros!) e seguraram a onda.

Enfim, sobrevivi para contar o filme para os colegas na segunda feira seguinte, o dia da estreia. 

Desde aquele sábado, o sentimento de espanto daquela cena do destroier me acompanha há mais de quarenta anos.

Depois da sessão, meu pai, minha mãe e eu fomos a uma pizzaria ali perto, ainda hoje existente e, entre as pizzas, meu pai me falou dos anos 1930 e 40, quando ele e outros meninos iam ao cinema dos Grecco no bairro Teresópolis, o Cinema Apollo, para ver nas manhãs de sábado o programa completo dos seriados de Flash Gordon e trocar gibis.

E falou-me do Imperador Ming, do Planeta Mongo, e do Flash e de como Guerra nas Estrelas o lembrava daquele seriado e daqueles tempos.

Foi uma noite para não esquecer.

TODAY’S CINEMARK GUEST IS CINECLUBIST PAULO CASA NOVA

It was the Saturday night of January 28, 1978 and was a preview at the Cinema Ritz.

I had, at the age of twelve, bombed, tortured, goaded my parents all week to go to that session (“But next Monday will be the premiere!”) That I had won in fatigue.

On the premiere night, we bought the last tickets and soon entered the cinema; we sat in the very first row, the “gargle” row!

Nothing is more suitable for a film buff in training. The first scene in the film – STAR WARS – is that one of the Imperial Destroier occupying the entire screen while chasing Princess Leia’s small consular ship.

I remember as if it were today the breathlessness of that twelve-year-old boy looking up, straight on the screen, at that image of strength and oppression of the Galactic Empire, that image that never ended on the big screen until it finally appeared after the shootings of laser, amid smoke, the evil incarnate, the left hand of the Empire, the supervillain: Darth Vader!

Only there had I started to breathe again. My parents, I came to know beeeem later they were controlling my level of purple . As far as they thought it was acceptable (it was the 1970s, the parameters were different!) And held the wave.

Anyway, I survived to tell the film to my colleagues on the following Monday, the day of the premiere.

Since that Saturday, the feeling of astonishment of that scene of the destroyer has been with me for more than forty years.

After the session, my father, my mother and I went to a pizzeria nearby, which still exists today, and among the pizzas, my father told me about the 1930s and 40s, when he and other boys went to the Grecco cinema in the Teresópolis neighborhood. , Cinema Apollo, to see the full program of the Flash Gordon series on Saturday mornings and exchange comic books.

And he told me about Emperor Ming, Planet Mongo, and Flash and how Star Wars reminded him of that movies and those times.

It was a night not to forget.

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