GODZILLA VS. KONG: Efeitos Especiais Incríveis Não Escondem Muito Barulho Por Nada

Fui ver na HBO MAX o filme GODZILLA VS. KONG, do cineasta Adam Wingard, em americano do Tennesee, especializado em filmes de terror. Aqui, ele conta uma história bem fraquinha sobre como Godzilla vai atrás de King Kong, porque na Terra somente pode haver um titã. (?)

Este verdade tão definitiva quanto questionável, conduz todo filme. Em face disto, um grupo de cientistas resolve levar King Kong de sua ilha para um lugar subterrâneo chamado algo como “Terra Virtual”, o filme mostra várias brigas entre os dois gigantes.

Os efeitos especiais são realmente prodigiosos. A cada cena das lutas dos dois, a gente fica mais impressionado com a quantidade de detalhes, explosões incríveis e destruição maciça de navios, helicópteros, jatos e edifícios.

Eu já disse que a evolução dos efeitos especiais foi tamanha que muitos filmes (e cineastas) ficam prisioneiros deles. Os filmes têm brigas demais e barulhos demais. Para agravar neste caso, surge um terceiro monstro mecânico, pior e mais destrutivo que os dois primeiros.

Há coisas realmente inexplicáveis no roteiro. Por que King Kong somente entende uma menina surdo-muda, ao menos para mim permaneceu como um mistério insondável.

O filme vem rendendo milhões de dólares, sendo disparado o campeão de bilheteria pós COVID. Isto pode provocar uma revnache entre King Kong e Godzilla. Tomara que não.

Uma coisa triste é ver uma série de bons atores e atrizes relegados a segundo plano em meio às trucagens e explosões. Alexander Skarsgard, Rebecca Hall, Millie Bobby Brown (a talentosa jovem de ENOLA HOLMES da NETFLIX), Eiza Gonzalez (cada vez mais linda fazendo caras e bocas a cada explosão), Lance Reddick, Kyle Chandler e Demian Bichir mais aparecem que interpretam.

O notável crítico de cinema do THE NEW YORK TIMES, A.O.Scott, escreveu sobre o filme: “Algumas noites atrás, eu assisti “Godzilla vs. Kong” sozinho na minha sala escura. Isso estava longe de ser o ideal, mas me deixou extremamente nostálgico por um prazer específico que estive sem por 13 meses. Há muitos motivos pelos quais sinto falta de ir aos cinemas, mas um deles que não levei em consideração é o prazer particular de assistir a um filme ruim em uma tela grande….Não é bonito e não significa muito, mas “Godzilla vs. Kong” transforma suas limitações em virtudes e transforma a estupidez em seu próprio tipo de engenhosidade. O “Gojira” original foi uma alegoria da imprudência humana, assim como o antigo “King Kong” foi uma tragédia catalisada pela crueldade humana. Eram fábulas pop, algo que esse espetáculo habilidoso nem remotamente aspira ser. Mas pelo menos homenageia a nobreza dos brutos na tela, pois atende ao apetite dos brutos no sofá.”

Muito verdade.

I went to see HBO MAX the movie GODZILLA VS. KONG, by filmmaker Adam Wingard, in American born in Tennesee, specialized in horror films. Here, he tells a very weak story about how Godzilla goes after King Kong, because on Earth there can only be one titan. (?)

This truth, as definitive as it is questionable, drives every scene of the film. In the face of this, a group of scientists decides to take King Kong from his island to an underground place called something like “Virtual Earth”. The film shows several fights between the two giants.

The special effects are really prodigious. With each scene of their struggles, we are most impressed by the amount of detail, incredible explosions and massive destruction of ships, helicopters, jets and buildings.

I already said that the evolution of special effects was such that many films (and filmmakers) are prisoners of them. The films have too many fights and too much noise. To make matters worse in this case, a third mechanical monster appears, worse and more destructive than the first two.

There are really inexplicable things in the script. Why King Kong only understands a deaf-dumb girl, at least for me it remained an unfathomable mystery.

The film has been making millions of dollars, being the post-box office champion post COVID. This can trigger a rematch between King Kong and Godzilla. I hope not.

It is a sad thing to see a series of good actors and actresses relegated to the background in the midst of bullshit and explosions. Alexander Skarsgard, Rebecca Hall, Millie Bobby Brown (the talented young woman from ENOLA HOLMES at NETFLIX), Eiza Gonzalez (increasingly beautiful making faces and mouths with each explosion), Lance Reddick, Kyle Chandler and Demian Bichir more appear than act.

Notable film critic of NYTIMES, A.O.Scott wrote about the film: “A few nights ago, I watched “Godzilla vs. Kong” alone in my darkened living room. This was far from ideal, but it did make me acutely nostalgic for a specific pleasure that I have gone without for 13 months. There are many reasons I miss going to movie theaters, but one of them I hadn’t really taken account of is the particular delight of watching a bad movie on a big screen. .. It isn’t pretty, and it doesn’t mean much, but “Godzilla vs. Kong” turns its limitations into virtues and makes stupidity into its own kind of ingenuity. The original “Gojira” was an allegory of human recklessness, much as the old “King Kong” was a tragedy catalyzed by human cruelty. They were pop fables, something this slick spectacle doesn’t remotely aspire to be. But it does at least honor the nobility of the brutes on the screen as it caters to the appetites of the brutes on the couch.”

Very true.

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