THE NEVERS: Série da HBO Mescla Drama de Época com Fantástico

Uma mescla de HARRY POTTER com X-MEN. A nova série da HBO THE NEVERS, que estreou neste domingo é uma narrativa bem desconcertante para o espectador. O produtor e diretor Joss Wheldon (às voltas com acusações de assédio se afastou da série, mas segue assinando a direção) foi longe neste THE NEVERS.

Um grupo de mulheres adquire poderes especiais (as TOUCHEDs, uma espécie de mutantes feministas) depois de um evento que ainda não foi bem explicado, em plena Londres da Era Vitoriana. Muito corselete, rendas, sais longas, cabelos cuidadosamente arrumados convivem com perseguições, lutas femininas e alguns gadgets completamente futuristas.

No melhor estilo da Escola do Professor X, elas ser reunem em um orfanato bem pouco usual.

Uma das maiores qualidades dos filmes de X-Men são suas reflexões sobre discriminação e inclusão, preconceito e racismo. THE NEVERS transita por este caminho com classe e criatividade. Por que as Touched são tão discriminadas? Por que nossa Sociedade (ou a da Era Vitoriana) tem esta aura de educada e tem tanta dificuldade em aceitar o “diferente”?

A inimiga é a perversa Maladie, que seria o Magneto de THE NEVERS, uma mutante inconformada com a dificuldade dos “normais” e da Polícia de conviver com eles e passa a liderar algumas delas em atos terroristas em Londres.

As autoridades ficam desconcertadas sobre o que fazer, perdidas pelos acontecimentos cada vez menos secretos e mais violentos.

O elenco (múltiplo e talentoso) tem James Norton, Laura Donnelly, Ann Skelly, Olivia Williams, Tom Riley, Pip Torrens, Denis O’Hare, Rochelle Nell, Amy Mason, Nick Frost e Ben Chaplin.

Tudo isto com muitas cenas de drogas, sexos e … música clássica. A cena da ópera no primeiro episódio é primorosa. A produção incrível da HBO deixa, a cada momento, o espectador extasiado com a recriação de época mesclada com um futurismo sobrenatural muito louco.

Gostei muito deste primeiro capítulo de THE NEVERS. Não é uma série fácil. Ver rendas e bibelôs convivendo com robôs e metralhadoras não é muito digerível. Pelo menos à primeira vista.

A mix of HARRY POTTER with X-MEN. The new series from HBO, THE NEVERS, which premiered this Sunday is a very disconcerting narrative for the viewer. Producer and director Joss Wheldon (dealing with accusations of harassment has departed from the series, but continues to sign the direction) has gone a long way in this THE NEVERS.

A group of women acquire special powers (the TOUCHEDs, a kind of feminist mutants) after an event that has not yet been well explained, in the middle of Victorian London. A lot of corselets, laces, long salts, carefully arranged hair coexist with persecutions, female struggles and some completely futuristic gadgets.

In the best style of Professor X School, they are gathered in an unusual orphanage.

One of the greatest qualities of the X-Men films is their reflections on discrimination and inclusion, prejudice and racism. THE NEVERS travels this path with class and creativity. Why are the Touched so discriminated? Why does our Society (or that of the Victorian Era) have this aura of weel educated and find it so difficult to accept the “different”?

The enemy is the wicked Maladie, who would be the Magneto of THE NEVERS, a mutant who was not satisfied with the difficulty of the “normals” and the Police to live with them and started to lead some of them in terrorist acts in London.

The authorities are disconcerted about what to do, lost by the increasingly less secretive and more violent events.

The cast (multiple and talented) has James Norton, Laura Donnelly, Ann Skelly, Olivia Williams, Tom Riley, Pip Torrens, Denis O’Hare, Rochelle Nell, Amy Mason, Nick Frost and Ben Chaplin.

All this with many scenes of drugs, sex and… classical music. The opera scene in the first episode is exquisite. The incredible production of HBO leaves, at every moment, the viewer ecstatic with the recreation of time mixed with a very crazy supernatural futurism.

I really enjoyed this first chapter of THE NEVERS. It is not an easy series. Seeing lace and knickknacks coexisting with robots and machine guns is not very digestible. At least at first glance.

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