FUJA: Maestria Narrativa no Relacionamento Sombrio Entre Mãe e Filha

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É MARCO AURÉLIO MORSCH.

Fuja” (Run, 2021) de Aneesh Chaganty, em cartaz na Netflix, é um suspense de terror perturbador sobre o relacionamento obcecado e sombrio de uma mãe superprotetora com sua filha portadora de necessidades especiais. 

Escrito por Aneesh Chaganty e Sev Ohanian, os mesmos escritores e diretor por trás do original e surpreendente “Buscando” (Searching), “Fuja” acompanha a convivência e rotina diária de Chloe, uma adolescente paralítica, asmática, com diabetes e hemocromatose, interpretada por Kiera Allen (excelente em seu papel de estréia), e sua mãe excessivamente cuidadosa até doentia (interpretada com competência por Sarah Paulson). 

Confinada em uma casa próxima a pequena cidade próxima a Seattle, ela recebe educação domestica de sua mãe(o que nos conecta em tempos de COVID19) e, gradualmente, começa a suspeitar que sua mãe a está enganando nos medicamentos e escondendo uma realidade sombria. 

Chaganty carrega a obra com forte toque autoral, como já demonstrara em seu filme anterior, e compõe momentos de elevada qualidade narrativa cinematográfica. A sequência na qual a protagonista precisa improvisar uma dramática fuga pelo telhado da casa, por exemplo, já pode ser considerada um momento antológico a ser analisado por estudantes de cinema. 

A edição do filme, apoiada na exposição contínua de pequenos detalhes e objetos, e as criativas tomadas de câmera, são um destaque a parte e tornam a trama ainda mais arrepiadora e envolvente. 

Os amantes do suspense identificarão no filme, inevitavelmente, um estilo hitchcockiano. O suspense é antecipado ao público com maestria narrativa na perspectiva de Chloe, e gera alta tensão e expectativa no espectador até os minutos finais. 

FUJA não é um filme cinco estrelas, mas com certeza agradará os exigentes cinéfilos por sua qualidade narrativa e cênica e o público em geral, sobretudo os adeptos do suspense de terror, por sua ótima experiência de diversão e entretenimento.

TODAY’S CINEMARK GUEST IS MARCO AURÉLIO MORSCH.

Run” (2021) by Aneesh Chaganty, on Netflix, is a disturbing horror thriller about the obsessed and dark relationship of an overprotective mother with her handicapped daughter.

Written by Aneesh Chaganty and Sev Ohanian, the same writers and director behind the original and surprising “Searching”, RUN accompanies

The coexistence and daily routine of Chloe, a paralyzed, asthmatic teenager with diabetes and hemochromatosis, played by Kiera Allen (excellent in her debut role), and her overly caring, even sickly mother (played competently by Sarah Paulson).

Confined to a house near the small town near Seattle, she receives home education from her mother (which connects us in COVID19 times) and gradually begins to suspect that her mother is cheating on her medication and hiding a dark reality.

Chaganty carries the work with a strong authorial touch, as he had already demonstrated in his previous film, and compose moments of high cinematic narrative quality. The sequence in which the protagonist must improvise a dramatic escape through the roof of the house, for example, can already be considered an anthological moment to be analyzed by film students.

The editing of the film, supported by the continuous exposure of small details and objects, and the creative shots of the camera, are a standout apart and make the plot even more chilling and engaging.

Suspense lovers will inevitably identify in the film a Hitchcockian style. The suspense is anticipated to the audience with narrative mastery from the perspective of Chloe, and generates high tension and expectation in the viewer until the final minutes.

RUN is not a five-star film, but it will certainly please demanding film buffs for its narrative and scenic quality and the general public, especially fans of the horror thriller, for its great experience of fun and entertainment.

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