UMA MULHER DESCASADA: Feminismo Precursor na Veia

Dia destes eu estava trocando ideias com meu amigo Eron Duarte Fagundes sobre os filmes do cineasta Paul Mazursky e chegamos ao filme UMA MULHER DESCASADA, de 1978.

Uma mulher do Upper East Side é surpreendida pela saída de casa do marido rico, após 17 anos de casamento. Ele está apaixonado por uma mulher mais jovem que ela e resolveu por fim ao casamento.

A surpresa é sucedida de uma série de dúvidas. O que fazer da vida dela daqui para a frente? Como retomar uma vida amorosa? Onde trabalhar e o que fazer? Como se comportar perante os amigos de quando era casada?

Jill Clayburgh teve o papel de sua vida, como Erica, a mulher descasada.

Michael Murphy, Alan Bates, Cliff Gorman, Patricia Quinn, Kelly Bishop e Lisa Lucas compõem o elenco.

Paul Mazursky, além de um diretor muito talentoso era um roteirista superior. Seu roteiro para AN UNMARRIED WOMAN é simplesmente primoroso. Uma sucessão de personagens, cenas e diálogos brilhantes. A cena de Erica, andando pelas ruas de Manhattan carregando uma pintura gigante que ganhou do namorado é uma metáfora, nada menos que genial.

O filme teve três indicações ao Oscar e ganhou dois prêmios no Festival de Cannes.

Ver este filme de alto nível, precursor de ideias e demandas feministas pode, hoje em dia, causar certo estranhamento.

Na época, o VARIETY escreveu sobre o filme: “O excelente roteiro de Paul Mazursky apresenta Jill Clayburgh em um papel muito exigente, onde ela está dividida entre forças conflitantes após a confissão surpresa do marido fraco de vontade Michael Murphy de que ele se apaixonou por outra mulher. A filha Lisa Lucas precisa do apoio da mãe, assim como ela mesma está começando a amar como adolescente; As amigas de Clayburgh, Pat Quinn, Kelly Bishop e Linda Miller, oferecem conselhos bem-intencionados não necessariamente do melhor calibre; O prematuro envolvimento de Andrew Duncan no encontro às cegas cai por terra; a sondagem da terapeuta Penelope Russianoff atinge os nervos em carne viva; O garanhão da vizinhança, Cliff Gorman, em um papel excelente, embora breve, percebe que a única coisa pior do que não conseguir o que deseja é conseguir. Finalmente, o artista Alan Bates entra na vida de Clayburgh. Desenvolve-se um apego profundo e atencioso que sobrevive ao ressentimento inicial da filha e às crescentes demandas de tempo do amante. A resolução evita o padrões, mas os presságios para a felicidade são fortes.”

UMA MULHER DESCASADA é um filme a ser visto. Um clássico.

I was talking with my friend Eron Duarte Fagundes about the films by the filmmaker Paul Mazursky and we arrived at the film A UNMARRIED WOMAN, from 1978.

A woman on the Upper East Side is surprised by her rich husband leaving home after 17 years of marriage. He is in love with a woman younger than her and has decided to end the marriage.

The surprise is followed by a series of doubts. What to do with her life going forward? How to resume a love life? Where to work and what to do? How to behave towards friends when you were married?

Jill Clayburgh played the part of her life, like Erica, the unmarried woman.

Michael Murphy, Alan Bates, Cliff Gorman, Patricia Quinn, Kelly Bishop and Lisa Lucas make up the cast.

Paul Mazursky, in addition to being a very talented director, was a superior screenwriter. His script for AN UNMARRIED WOMAN is simply exquisite. A succession of brilliant characters, scenes and dialogues. The scene of Erica, walking the streets of Manhattan carrying a giant painting she got from her boyfriend is a metaphor, nothing short of brilliant.

The film had three Oscar nominations and won two awards at the Cannes Film Festival.

Seeing this high-profile film, a precursor of feminist ideas and demands, can now cause some strangeness.

At the time, VARIETY wrote about the film: “Paul Mazursky’s excellent screenplay presents Jill Clayburgh in a most demanding role where she is torn between conflicting forces following the surprise confession of weak-willed husband Michael Murphy that he has fallen in love with another woman. Daughter Lisa Lucas needs her mother’s support just as she herself is coming on to adolescent love; Clayburgh’s girlfriends, Pat Quinn, Kelly Bishop and Linda Miller, offer well-meaning advice not necessarily of the best calibre; blind date Andrew Duncan’s premature pass falls flat; therapist Penelope Russianoff’s probing strikes raw nerves; neighborhood stud Cliff Gorman, in an excelllent though brief role, comes to realize that the only thing worse than not getting what you want can be getting it. Finally, artist Alan Bates arrives in Clayburgh’s life. A thoughtful and deep attachment evolves which survives the early resentment of the daughter and the lover’s increasing demands on her time. Resolution avoids the pat but portents for happiness are strong.”

AN UNMARRIED WOMAN is a film to be seen. One classic.

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