VOZES E VULTOS: Mistura de Muitos Filmes Resulta Thriller Irregular

VOZES E VULTOS (THINGS HEARD AND SEEN), filme exibido pela NETFLIX, dirigido pela dupla de cineastas novaiorquinos Shari Springer Berman (O DIÁRIO DE UMA BABÁ) e Robert Pulcini parece uma coletânea de filmes de terror e suspense. Há cenas “chupadas” de mais de uma dúzia de filmes de maior ou menor qualidade, voltados para “arrepiar”o espectador.

O resultado da mistura é irregular.

Cenas retiradas de outros filmes: o casal que se muda para uma casa assombrada (já deve ter mais de cem filmes com este argumento); a mulher que descobre quem é o marido por comentários inadvertidos de amigas; o sujeito que “rouba” a identidade e/ou fatos da vida de outros para disfarçar que é um incompetente ou um psicopata; crianças assustadas à noite por vultos em seu quarto ou luminárias que acendem e apagam a seu bel prazer; assassinatos em barcos onde a vítima com total falta de cautela sai para um passeio solitário com o assassino; pesquisa sobre fatos escabrosos ocorridos na casa onde a família mora, feita na pequena biblioteca local; a jovem sedutora que encanta o marido pateta e garanhão; o jovem jardineiro sedutor que adora se exibir para a mulher para quem trabalha sem camisa; o casal que já com a relação problemática resolve transar (incrivelmente vestidos por completo) quando o fantasma vai atacar a filha durante a noite.

Esta incrível mescla de outros filmes foi razoavelmente até certo ponto. Acho que o elenco interessante (Amanda Seyfried, James Norton, Karen Allen – a eterna namorada de Indiana Jones – e F. Murray Abraham) e as paisagens deslumbrantes do Hudson Valley no estado de Nova Iorque ajudaram muito a segurar o filme.

Mas no terço final (sempre digo que terminar uma história é muito difícil), as cenas se sucedem de forma inexplicavelmente superficiais e o enredo se perde completamente apelando para o eterno conflito entre céu e inferno.

Para usar a lógica do roteiro, o filme fica no purgatório.

THINGS HEARD AND SEEN, a film shown by NETFLIX, directed by the pair of New York filmmakers Shari Springer Berman (NANNY’S DIARIES) and Robert Pulcini looks like a collection of horror and suspense films. There are scenes “sucked” from more than a dozen films of greater or lesser quality, aimed at “chilling” the viewer.

The mixing result is irregular.

Scenes taken from other films: the couple who move to a haunted house (there must already be more than one hundred films with this argument); the woman who finds out who her husband really is by inadvertent comments from friends; the person who “steals” the identity and / or facts of the lives of others to disguise that he is an incompetent or a psychopath; children frightened at night by figures in their room or lamps that light and turn off at will; murders on boats where the victim with total lack of caution goes for a solitary ride with the killer; research on scandalous facts that occurred in the house where the family lives, carried out in the small local library; the seductive young woman who charms the goofy husband and pretended stallion; the seductive young gardener who loves to show off to the woman he works for without a shirt; the couple who already have a problematic relationship decide to have sex (incredibly fully dressed) when the ghost is going to attack their daughter during the night.

This incredible mix of other films was reasonably to a certain extent. I think the interesting cast (Amanda Seyfried, James Norton, Karen Allen – Indiana Jones’ eternal girlfriend – and F. Murray Abraham) and the breathtaking views of the Hudson Valley in New York State helped a lot to hold the film.

But in the final third (I always say that finishing a story is very difficult), the scenes happen inexplicably superficially and the plot is completely lost, appealing to the eternal conflict between heaven and hell.

To use the logic of the script, the film stays in purgatory.

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