O MÉTODO KOMINSKY: A Arte de Representar Homenageada Por Atores Idosos

A série O MÉTODO KOMINSKY, em sua terceira temporada na NETFLIX, tem muitos méritos.

Contando a história de um veterano (e pouco conhecido) ator que abre um curso de interpretação mambembe em um prédio menos glamuroso do Los Angeles (com candidatos a tores exemplares da diversidade, negros, orientais, gays, gordos etc…), o seriado tem muito de seu êxito baseado na extrema qualidade dos roteiros, que conseguem mesclar drama e humor (negro muitas vezes) ao tratar da velhice, preconceito e exclusão em um mundo cheio de preconceitos.

Os protagonistas são todos idosos. Há uma quantidade interminável de gags sobre próstata, reumatismo, dores nas costas, impotência e outras mazelas da idade avançada. Mas curiosamente há uma certa ternura em todas elas, um olhar atento sobre a velhice que é muito interessante de se observar.

A série investe mesmo é sobre outras características da sociedade atual: egoísmo, ganância, falsidade, preconceito. E neste particular, os roteiros despejam toda sua acidez.

Michael Douglas e Alan Arkin (este com uma participação infelizmente bem menor nesta terceira temporada) fazem uma dupla perfeita como os dois melhores e mal humorados amigos.

A série homenageia outros atores veteranos: Jane Seymour, Kathleen Turner (incrivelmente velha e feia), Paul Rudd, Nancy Travis, Morgan Freeman, Lisa Edelstein e Haley Joel Osment (o menino que via gente morta em O SEXTO SENTIDO).

Como o meio dos atores é o cenário das histórias, ainda há o atrativo extra de múltiplas citações a filmes, cenas, personagens e atores verdadeiros, uma delícia para qualquer cinéfilo.

Esta terceira temporada tem uma cena absolutamente brilhante sobre a arte de representar: Morgan Freeman (vivendo ele mesmo) vai dar uma palestra na escola de interpretação de Kominsky. Freeman e Douglas dão um show. Ator é uma profissão abençoada e para poucos.

Diversão inteligente como poucas nos dias atuais, THE KOMINSKY METHOD é um oásis de talento e humor inteligente.

The series THE KOMINSKY METHOD, in its third season on NETFLIX, has many merits.

Telling the story of a veteran (and little known) actor who opens a shabby acting course in a less glamorous building in Los Angeles (with candidates for role models of diversity, black, oriental, gay, fat etc…), the series has much of its success based on the extreme quality of the scripts, which manage to mix drama and humor (often dark) when dealing with old age, prejudice and exclusion in a world full of prejudice.

The protagonists are all elderly. There is an endless amount of gags about prostate, rheumatism, back pain, impotence and other ailments of old age. But curiously, there is a certain tenderness in all of them, a close look at old age that is very interesting to observe.

The series really invests in other characteristics of today’s society: selfishness, greed, falsehood, prejudice. And in this particular, the scripts pour out all their acidity.

Michael Douglas and Alan Arkin (the latter with an unfortunately much smaller participation in this third season) make a perfect duo as the two best and grumpy friends.

The series pays homage to other veteran actors: Jane Seymour, Kathleen Turner (incredibly old and ugly), Paul Rudd, Nancy Travis, Morgan Freeman, Lisa Edelstein and Haley Joel Osment (the boy who saw dead people in THE SIXTH SENSE).

As the characters are almost actors, there is still the extra attraction of multiple quotes, scenes, characters of movies and real actors, a delight for any film buff.

This third season has an absolutely brilliant scene about acting: Morgan Freeman (living himself) will give a lecture at Kominsky’s acting school. Freeman and Douglas put on a show. Actor is a blessed profession and for few.

Smart fun like few these days, THE KOMINSKY METHOD is an oasis of talent and smart humor.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.