CAÇADORES DA ARCA PERDIDA: 40 anos dos Filmes de Indiana Jones

Dia 12 de junho se comemora os quarenta anos do lançamento de CAÇADORES DA ARCA PERDIDA, de Steven Spielberg, o primeiro filme em que o protagonista era o Arqueólogo Indiana Jones, vivido iconicamente pelo ator Harrison Ford.

Já escrevi aqui que eu vi quatro vezes CAÇADORES DA ARCA PERDIDA na semana do lançamento do filme em Porto Alegre, no Natal de 1981, tão fascinado que que aos 22 anos fiquei com aquela aventura maravilhosa.

Não por acaso, INDIANA JONES 5 inicia suas filmagens nesta próxima semana.

Foram até agora quatro longa metragens e uma série de TV, todas tendo por trás Steven Spielberg e George Lucas, caracterizando Indiana Jones como o Projeto que uniu nas telas os dois amigos mais talentosos de Hollywood.

CAÇADORES DA ARCA PERDIDA segue sendo meu filme favorito da franquia. Acho que a mistura de aventura, romance, nostalgia, inocência, crítica à ganância, relevância da história, locações e cenas mirabolantes nunca tiveram sintonia tão perfeita quanto neste OPUS ONE do Indiana Jones. Spielberg, no auge de sua criatividade contou com John Williams, Lawrence Kasdan, George Lucas e Phillip Kaufman para escreverem um dos roteiros mais inspirados de todos os tempos e uma fotografia mágica de Douglas Slocombe. O filme foi indicado a 8 Oscars e ganhou quatro (Montagem, Edição de Som, Direção de Arte e Efeitos Visuais).

INDIANA JONES E O TEMPO DA PERDIÇÃO (1984) foi uma espécie de prequel contando as aventuras de Indiana no extremo oriente, lutando contra uma seita que escravizava meninos. Com uma abertura prodigiosa, o filme tem algumas armadilhas em que Spielberg, entre as quais escalar sua esposa Cate Capshaw (nunca foi uma atriz top) como a gritona Willie Scott. Acho que o pior era a comparação permanente com o primeiro episódio, um filme tão perfeito.

INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989) teve o acerto magnífico de trazer Sean Connery como Henry Jones, o Pai de Indiana Jones. O filme teve muitas coisas espetaculares e, na minha opinião foi bem melhor que o segundo capítulo. River Phoenix, ator super talentoso falecido muito cedo, vivia no prólogo maravilhoso Indiana Jones jovem. A protagonista Alisson Doody e a própria personagem de Elsa eram um calcanhar de Aquiles do roteiro. Mas a dupla Ford e Connery, mais a história das Cruzadas e o Holly Grail valeram o filme.

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008) feito quase vinte anos depois, já tinha Harrison Ford e Karen Allen bem mais velhos e com alguns problemas para viver aventureiros tão ousados. Cate Blanchett, como a vilã nazista Irina Spalko teve momentos maravilhosos, mas a aposta de Spielberg, o jovem Shia LeBoeuf, como se viu depois, não tinha tudo em que Spielberg apostava.

O JOVEM INDIANA JONES foi uma série de TV com duas temporadas e 28 capítulos mostrando Indiana Jones bem jovem mas não menos aventureiro. Sean Patrick Flannery vivia o jovem arqueólogo em suas aventuras. Harrison Ford fez participação especial no episódio “Mistery of the Blues”.

Não há antologia do cinema em que não apareça ao menos uma cena com Indiana Jones. Este é o maior elogio que se pode fazer à criação imortal de Spielberg e Lucas. Virou sinônimo de aventura.

June 12th marks the 40th anniversary of the release of RAIDERS OF THE LOST ARK, by Steven Spielberg, the first film in which the protagonist was the Archaeologist Indiana Jones, played iconically by actor Harrison Ford.

I’ve already written here that I saw RAIDERS OF THE LOST ARK four times in the week of the film’s release in Porto Alegre, at Christmas 1981, so fascinated that, at 22 years old, I was with that wonderful adventure.

Not by chance, INDIANA JONES 5 starts filming this next week.

There have been four feature films and a TV series so far, all having behind Steven Spielberg and George Lucas, featuring Indiana Jones as the Project that brought together the two most talented friends in Hollywood.

RAIDERS OF THE LOST ARK remains my favorite movie in the franchise. I don’t think the mix of adventure, romance, nostalgia, innocence, criticism of greed, story relevance, locations and whimsical scenes have never been more perfectly in tune than in this Indiana Jones OPUS ONE. Spielberg, at the height of his creativity, enlisted John Williams with a perfect score, Lawrence Kasdan, George Lucas and Phillip Kaufman with one of the most inspired screenplays of all time and a magical Douglas Slocombe photograph. The film was nominated for 8 Oscars and won four (Editing, Sound Editing, Art Direction and Visual Effects).

INDIANA JONES AND THE TIEMPLE OF DOOM (1984) was a prequel of sorts to Indiana’s adventures in the Far East, fighting a sect that enslaved boys. With a prodigious opening, the film has a few traps that Spielberg fell, including casting his wife Cate Capshaw (never a top actress) as screaming Willie Scott. I think the worst thing was the constant comparison with the first episode, such a perfect movie.

INDIANA JONES AND THE LAST CRUSADE (1989) had the magnificent success of bringing in Sean Connery as Henry Jones, the Father of Indiana Jones. The movie had a lot of spectacular things and in my opinion it was much better than the second chapter. River Phoenix, super talented actor who died very early, lived in the wonderful prologue Indiana Jones young. Protagonist Alisson Doody and Elsa’s own character were an Achilles heel of the script. But the duo Ford and Connery, plus the story of the Crusades and the Holly Grail were worth the movie.

INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL (2008) made almost twenty years later, had Harrison Ford and Karen Allen much older and with some problems to live with such daring adventurers. Cate Blanchett, as Nazi villain Irina Spalko had wonderful moments, but Spielberg’s gamble, young Shia LeBoeuf, as it turned out, was not all that Spielberg was betting on.

YOUNG INDIANA JONES was a two-season, 28-chapter TV series featuring Indiana Jones quite young but no less adventurous. Sean Patrick Flannery lived the young archaeologist in his youth adventures. Harrison Ford made a cameo in the episode “Mistery of the Blues”.

There is no cinema anthology in which at least one scene with Indiana Jones does not appear. This is the greatest compliment that can be paid to Spielberg and Lucas’ immortal creation. It became synonymous with adventure.

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