O Cinema Celebra o Amor Entre Mulheres

A paixão entre mulheres historicamente originou grandes filmes. Lembro que um clássico como BARBARELLA mostrava a Rainha Tirana (Anitta Pallemberg) apaixonada pela astronauta vivida por Jane Fonda (quem não?). Ou a circunspecta lésbica Lakey, magistralmente interpretada pela jovem e linda Candice Bergen, em O GRUPO, de Sidney Lumet em 1966. Ou ainda o filme INFÂMIA (THE CHILDREN’S HOUR), no qual Audrey Hepburn e Shirley McLaine vivem um amor proibido entre professoras de uma escola na obra de William Wyler.

Nos anos recentes, outros ótimos filmes são focados na paixão entre mulheres: Meus favoritos são CAROL, de Todd Haynes (Cate Blanchett e Rooney Mara), FOME DE VIVER, de Tony Scott (Catherine Deneuve e Susan Sarandon), IMAGINE ME AND YOU, de Ol Haley (Piper Perabo e Lena Hadley), MULHOLLAND DRIVE, de David Lynch (Naomi Watts e Laura Herring), GIA, de Michael Christopher (Angelina Jolie e Elizabeth Mitchell), FREEHELD, de Peter Sollett (Juliane Moore e Ellen Page). Não dá para deixar de citar o já cult AZUL É A COR MAIS QUENTE, de Abdellatiff Kechiche, onde Léa Sedoux e Adèle Exarchopoulos se amam loucamente.

Pois nestes últimos dois anos, três grandes filmes nos encantaram profundamente. RETRATO DE UMA MULHER EM CHAMAS, de Celine Sciamma (Adéle Haenel e Noemi Merlant), AMMONITE, de Francis Lee (Kate Winslet e Saoirse Ronan) e THE WORLD TO COME, de Mona Fastwold (Vanessa Kirby e Katherine Waterston). Um melhor do que o outro!

A característica comum entre os três filmes é um lirismo incrível, que mostra o envolvimento entre as apaixonadas de uma forma belíssima, quase poética. São mulheres corajosas que enfrentam o mundo machista de peito aberto por seu amor hoje felizmente já não tão proibido, como na década de 60.

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