SEX/LIFE: Muito Sexo, Roteiro Ruim e Filosofia de Botequim

A psicóloga americana B B Easton ficou milionária com seu livro 44 História Sobre 4 Homens, uma drama erótico centrado em uma mulher suburbana de Connecticut que vive um casamento “quase” ideal criando um casal de filhos enquanto se divide entre o marido entediado e as lembranças apimentadas de sua vida sexual com o ex-namorado.

O extraordinário sucesso do livro levou a diretora (e também roteirista) Jessika Borsiczki a propor para a NETFLIX esta série em cartaz, SEX/LIFE.

O fato das produções feitas para o streaming terem uma latitude maior para as cenas de sexo gerou sinal verde para a produção da série. Realmente as cenas de sexo são inúmeras, há nudez feminina e masculina a granel e há cenas que beiram a explicitude de tão gráficas.

O triângulo amoroso central é formado pela atriz texana Sarah Sahi (vista em PERSON OF INTEREST, REVERIE e CHICAGO FIRE), uma ex-cheerleader do Dallas Cowboy que vive a inquieta Billie Connelly. O ator australiano Adam Demos faz o bad boy Brad Simon, o ex de Billie. E Mike Vogel (FANTASY ISLAND e COVERFIELD) é o marido Cooper Connelly.

A primeira temporada de oito capítulos tem um roteiro muito mas muito ruim. As situações são forçadas e inverossímeis. Qual esposa faria um diário com a descrição minuciosa e detalhada de suas peripécias eróticas com o ex-namorado e deixaria pela casa ao olhar do marido, sem ao menos a proteção de uma senha? Há uma dúzia de cenas péssimas, como a do marido transando e tentando ver o jogo de futebol americano na televisão, uma coisa realmente canhestra.

A partir de determinado momento, Billie e sua melhor amiga Sasha Snow (que nomezinho ruim) feita pela atriz Margaret Odette – como estudaram psicologia em Columbia – desandam a rechear a narrativa em off e os próprios diálogos com tiradas filosóficas que mais parecem frases do antigo Almanaque Capivarol. Este aspecto revela a pretensão de SEX/LIFE que não satisfeito em ser uma série softcore (ou nem tanto) quis ascender a drama erótico- filosófico. Caiu em uma armadilha.

Ficou apenas como mais um show de enorme sucesso momentâneo que dificilmente alguém irá lembrar o ano que vem. Será esquecido mais rápido do que os personagens centrais tiram a roupa.

American psychologist BB Easton became a millionaire with her book 44 Story About 4 Men, an erotic drama centered on a suburban Connecticut woman who lives an “almost” ideal marriage raising a couple of children while torn between her bored husband and the spicy memories of her sex life with her ex-boyfriend.

The extraordinary success of the book led director (and screenwriter) Jessika Borsiczki to propose to NETFLIX this upcoming series, SEX/LIFE.

The fact that productions made for streaming have greater latitude for sex scenes gave the green light for the production of the series. Indeed, the sex scenes are numerous, there are female and male nudity in bulk and there are scenes that border on explicitness because they are so graphic.

The central love triangle is formed by Texas actress Sarah Sahi (seen in PERSON OF INTEREST, REVERIE and CHICAGO FIRE), a former Dallas Cowboy cheerleader who plays the restless Billie Connelly. Australian actor Adam Demos plays bad boy Brad Simon, Billie’s ex. And Mike Vogel (FANTASY ISLAND and COVERFIELD) is husband Cooper Connelly.

The first eight-chapter season has a very, very bad script. Situations are forced and far-fetched. Which wife would keep a diary with the minute and detailed description of her erotic adventures with her ex-boyfriend and leave it around the house to her husband’s eyes, without even the protection of a password? There are a dozen bad scenes, like the one of the husband having sex and trying to watch the football game on television, which is really awkward.

From a certain point, Billie and her best friend Sasha Snow (what a bad name) played by actress Margaret Odette – as they studied psychology at Columbia – began to fill the off-screen narrative and the dialogues themselves with philosophical tirades that seem more like phrases from the ancient Almanac Capivarol. This aspect reveals the pretension of SEX/LIFE that not satisfied with being a softcore series (or not so much) wanted to ascend to erotic-philosophical drama. You fell into a trap.

It was just another momentary hugely successful show that hardly anyone will remember next year. It will be forgotten faster than the central characters take off their clothes.

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