A Bolinha de Tênis Apaixona Também nas Telas

Estamos em plena quinzena do icônico Torneio de Wimbledon, o mais tradicional das competições nas quadras de grama do All England Club. Esse fato me motivou a escrever sobre os filmes que tiveram o tênis como personagem ou parte da trama.

PACTO SINISTRO (STRANGERS ON A TRAIN – 1951), de Alfred Hitchcock, por óbvio deve ser o primeiro mencionado. O velho mestre, a partir de um livro de Patricia Highsmith, mostra um tenista famoso que em uma viagem de trem recebe uma proposta louca de um desconhecido. O estranho mataria a esposa dele em troca dele matar seu odioso pai. O desfecho do filme ocorre durante um jogo de tênis, no qual o protagonista precisa sair logo da quadra para recuperar um item que o incrimina. O jogo não termina e cada novo game faz todos nós nervosos como o protagonista. Ao melhor estilo de Hitchcock, um gênio indiscutível.

MATCH POINT (2005), de Woody Allen é sério candidato a ser o melhor de todos os filmes com a bolinha amarela. O instrutor de tênis pobretão e ambicioso Chris Wilton vê o casamento com a jovem milionária Chloe como sua chance de subir na vida. Mas uma paixão arrasadora pela ex-noiva do cunhado, a incrível atriz americana Nola Rice (Scarlett Johansson) vai levá-lo a por tudo a perder. A tese da aleatoriedade da vida, igual ao jogo de tênis, é genial demais.

WIMBLEDON – O JOGO DO AMOR (WIMBLEDON – 2004), de Richard Loncraine é um comédia dramática romântica sobre o amor entre o jogador decadente Peter Colt (Paul Bethany) e a temperamental tenista Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst). As quadras do All England Club superam o enredo, mas o filme é bem divertido.

A GUERRA DOS SEXOS (BATTLE OF SEXES – 2017), de Valerie Faris e Jonathan Dayton narra a história real do jogo de tênis promovido pelo ex-campeão aposentado Bobby Riggs (Steve Carell) e a líder do ranking feminino Billie Jean King (Emma Stone) sobre a igualdade de gênero entre jogadores de tênis.

AS FÉRIAS DE MONSIEUR HULOT (LÊS VACANCES DE MONSIEUR HULOT – 1953), de Jacques Tati. O simpático e desajeitado Mr. HULOT vai passar férias à beira mar, em um hotel familiar. O tênis é uma das diversões em que o comportamento de Hulot e o olhar subversivo de Tati tornam elemento de grande comicidade.

BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO – 1966), de Michelangelo Antonioni. Um fotógrafo acidentalmente descobre um cadáver em um parque quando está fotografando a discussão de um casal. A cena em que o protagonista vê um jogo de tênis no parque é antológica, do enquadramento a sua simbologia.

O Google mostra mais de 30 filmes que envolvem o jogo de tênis, tenistas e a bolinha amarela no roteiro. O cinema também reconhece a excelência do jogo das raquetes como elemento dramático. Como em um torneio de Grand Slam.

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