VIÚVA NEGRA: MARVEL Mescla Drama com Aventura ao Seu Melhor Estilo

Os filmes da franquia OS VINGADORES marcaram por uma fórmula perfeita: aventuras espetaculares, dramas grandiosos e um refinado toque de humor que apaixona os milhões de fãs. Tudo na medida certa.

A VIÚVA NEGRA, que estreou mundialmente nesta sexta-feira segue rigorosamente esta receita de sucesso.

Uma “família” de agentes russos que vivia infiltrada em Ohio é obrigada a retornar à Rússia onde as duas meninas são colocados em um cruel programa estatal de criação de assassinas perfeitas, verdadeiras máquinas de matar.

A narrativa do filme se passa naquele hiato da timeline de OS VINGADORES, onde eles estavam brigados e cada um seguiu seu rumo. Natasha Romanova (Scarlett Johansson) volta à sua terra natal para resgatar sua identidade e por fim ao programa das viúvas negras, idealizado e administrado pelo vilão Dreykov (Ray Winstone). Com Natasha estarão sua irmã Yelena Belova (Florence Pough, roubando várias cenas), a mãe Melina (Rachel Weisz) e o pai Alexei (David Harbour).

A fórmula MARVEL é tão consolidada que o filme tem três sequencias de pura aventura: a missão inicial, a libertação do pai da prisão e o gran finale, tudo minuciosamente cronometrado.

Claro que tem espaço para “surpresas”. Olga Kurylenko que o diga.

A cineasta australiana Cate Shortland cumpre direitinho o que lhe encomendaram. O filme é dinâmico, inteligente, movimentado e suficientemente dramático para se caracterizar como autoral. Ela dá curso à estratégia da MARVEL de fazer filmes que mostrem o background de seus personagens, se inserindo na linha de tempo maior das franquias.

O filme tem o grande mérito de ser o primeiro do Universo MARVEL com uma mulher protagonista. Ou o segundo considerando CAPTAIN MARVEL. Aliás, neste sentido é notável que A VIÚVA NEGRA consiga mostrar a mulher como protagonista no mundo (as melhores espiãs, assassinas e cientistas) e como grandes vítimas da violência masculina desenfreada (caçadas, traficadas, esterelizadas, quimicamente dominadas). É um dos grandes trunfos da narrativa.

O humor MARVEL marca presença inclusive numa ótima cena em que Yelena questiona Natasha ironicamente sobre o motivo dela sempre parecer estar posando para fotos em meio às lutas de que participa.

Minha primeira visão de A VIÚVA NEGRA é que o filme alcança seus objetivos. Não será lembrado como um dos melhores da MARVEL. Mas cumpriu o que prometeu com talento, inteligência e emoção.

The Avengers franchise films have a perfect formula: spectacular adventures, grandiose dramas and a refined touch of humor that millions of fans love. Everything just right.

The BLACK WIDOW, which debuted worldwide this Friday rigorously follows this recipe for success.

A “family” of Russian agents who lived undercover in Ohio is forced to return to Russia where the two girls are placed in a cruel state program to create perfect assassins, veritable killing machines.

The film’s narrative takes place in that hiatus from THE AVENGERS timeline, where they were fighting and each went their own way. Natasha Romanova (Scarlett Johansson) returns to her homeland to reclaim her identity and ultimately the black widows program, conceived and run by the villain Dreykov (Ray Winstone). With Natasha will be her sister Yelena Belova (Florence Pough stealing several scenes), mother Melina (Rachel Weisz) and father Alexei (David Harbour).

The MARVEL formula is so consolidated that the film has three sequences of pure adventure: the initial mission, the release of the father from prison and the grand finale, all carefully timed.

Of course there is room for “surprises”. Olga Kurylenko could say where.

Australian filmmaker Cate Shortland does just what she was asked to do. The film is dynamic, intelligent, moving and dramatic enough to characterize itself as authorship. She gives way to MARVEL’s strategy of making films that show the background of its characters, inserting itself in the bigger timeline of the franchises.

The film has the great merit of being the first in the MARVEL Universe with a female protagonist. Or teh second, if we consider CAPTAIN MARVEL. In fact, in this sense, it is remarkable that BLACK WIDOW manages to show women as protagonists in the world (the best spies, murderers and scientists) and as great victims of unrestrained male violence (hunted, trafficked, sterilized, chemically dominated). It is one of the great strengths of the narrative.

The MARVEL humor is present even in a great scene in which Yelena asks Natasha ironically about why she always seems to be posing for pictures in the midst of the fights in which she participates.

My first vision of BLACK WIDOW is that the film achieves its goals. It will not be remembered as one of the best at MARVEL. But it delivered what he promised with talent, intelligence and emotion.

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