A DESCOBERTA: NETFLIX Traz Drama que Poderia Ter Sido Muito Mais

Aos 84 anos, Robert Redford segue sendo uma persona incrível no mundo do cinema. Expondo sem qualquer pudor seu rosto envelhecido (o que poderia ser um problema para quem foi um galã daqueles em sua juventude), segue sendo o mentor e grande nome do Sundance Film Festival, um magnífico espaço de lançamento de filmes e cineastas e foro de discussão de ideias muito interessantes.

A NETFLIX está mostrando A DESCOBERTA, em filme que foi exibido no Sundance em 2017, e que parte de um ponto de vista extremamente provocativo e interessante: um cientista renomado (Robert Refdford o próprio) conseguiu provas da vida após a morte. Ele inventou uma máquina (mais uma geringonça) que grava ondas cerebrais depois da morte.

A impactante descoberta, contudo, teve um efeito inesperado: uma onda mundial de suicídios de pessoas, pelos mais diversos motivos. Infelicidade, frustrações amorosas, perdas de entes queridos, incapacidade de lidar com fracassos e problemas. Como agora havia a certeza de que existe algo após a morte, porque não antecipá-la e ir logo para lá.

Vamos convir que o roteiro do californiano Charlie McDowell e seu colega Justin Lader (ambos autores do atraente THE ONE I LOVE) é bastante provocativo e instigante.

Neste contexto, Will, o filho mais velho do cientista (um caso de miscast do cômico Jason Segel) chega à ilha onde foi montado uma espécie de laboratório isolado (o cientista não dá mais entrevistas desde que testemunhou um suicídio ao vivo) que virou uma espécie de culto de pessoas problemáticas. No ferryboat a caminho, ele conhece uma jovem de passado traumático (Rooney Mara sempre atraente) que vai lhe provocar sentimentos afetuosos que vão mudar sua visão de vida.

O elenco tem ainda os ótimos Mary Steenburgen, Brian McCarthy, a ascendente Riley Keough (THE GIRLFRIEND EXPERIENCE) e Ron Canada.

O ponto de partida do argumento é tão incrível que a gente fica com a sensação de que os dois jovens roteiristas não souberam (ou não conseguiram) desenvolver tudo que sua premissa oportunizava. O drama vira romance e o thriller se perde em cenas meio piegas e previsíveis.

O crítico do THE NEW YORK TIMES Neil Genzlinger fez uma frase que me pareceu perfeita. THE DISCOVERY deixa a impressão de que você só viu a metade do filme. Definitiva.

At 84, Robert Redford remains an incredible persona in the movie world. Unabashedly exposing his aging face (which could be a problem for someone who was such a heartthrob in his youth), he remains the mentor and big name of the Sundance Film Festival, a magnificent space for film and film releases and a forum for discussion of very interesting ideas.

NETFLIX is showing THE DISCOVERY, in a film that was shown at Sundance in 2017, and which starts from an extremely provocative and interesting point of view: a renowned scientist (Robert Refdford himself) obtained evidence of the afterlife. He invented a machine (another contraption) that records brain waves after death.

The shocking discovery, however, had an unexpected effect: a worldwide wave of people’s suicides, for various reasons. Unhappiness, romantic frustrations, loss of loved ones, inability to deal with failures and problems. As now there was the certainty that there is something after death, why not anticipate it and go there.

Let’s agree that the script by Californian Charlie McDowell and his colleague Justin Lader (both authors of the attractive THE ONE I LOVE) is quite provocative and thought-provoking.

In this context, Will, the scientist’s eldest son (a miscast case by the comic Jason Segel) arrives on the island where a sort of isolated laboratory has been set up (the scientist does not give any more interviews since he witnessed a live suicide) that became a kind of cult of troubled people. On the ferry on the way, he meets a young woman from a traumatic past (Rooney Mara always attractive) who will provoke affectionate feelings that will change his outlook on life.

The cast also features the great Mary Steenburgen, Brian McCarthy, ascendant Riley Keough (THE GIRLFRIEND EXPERIENCE) and Ron Canada.

The starting point of the script is so incredible that we get the feeling that the two young screenwriters didn’t know (or couldn’t) develop everything that their premise made possible. The drama becomes romance and the thriller gets lost in somewhat corny and predictable scenes.

The NEW YORK TIMES critic Neil Genzlinger made a line that sounded perfect to me. THE DISCOVERY leaves the impression that you’ve only seen half of the movie. Definitely.

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