MOVIOLA: Uma Aventura em Forma de Revista

Nos idos da década de 80, quando internet não existia e revistas de cinema eram praticamente inacessíveis (quando se conseguia algum exemplar na banca da Praça da Alfândega, ou na escadaria da Galeria Chaves ou na banca do aeroporto era uma festa, o Tuio Becker me sugeriu que o Clube de Cinema fizesse uma revista de cinema.

Era apenas mais um projeto impossível. Lógico que fomos atrás. Nasceu a MOVIOLA.

Inicialmente, o Conselho Editorial tinha a Maria Lúcia Fróes (Editora Responsável), o próprio Tuio Becker e eu. Mais tarde, ingressou o Marco Papaleo.

A primeira edição tinha na capa uma foto de O GABINETE DO DR. CALIGARI.

Fomos até o número oito da revista. As combalidas finanças do Clube de Cinema não iriam resistir mais uma edição.

Fizemos muitas matérias incríveis, abrindo espaço para artigos de muitas pessoas do meio cinematográfico escrever na Moviola. Teve artigo do Carlão Reichembach, do Alfredo Sternheim, do Murilo Salles, do Otto Guerra, de muitos outros cineastas gaúchos.

O Papaleo tinha contatos nos estúdios americanos e conseguia materiais incríveis de filmes que ainda estavam em produção.

Havia uma seção com um QUIZ que sorteava brindes entre os que acertassem uma pergunta muito difícil sobre cinema.

Uma das matérias memoráveis foi acompanhar um dia de filmagens em São Paulo, na Represa de Ibirapitanga (ou algo assim) onde o cineasta Walter Hugo Khouri filmava AMOR VORAZ. Inesquecível.

Meu amigo Eron Duartes Fagundes me enviou fotos com reproduções (feitas pelo filho dele Gustavo Duarte Fagundes) da matéria da MOVIOLA sobre AMOR VORAZ.

Bons tempos aqueles.

In the 80’s, when the internet didn’t exist and movie magazines were practically inaccessible (when you got a copy at the Alfândega Square stand, or on the steps of Galeria Chaves or at the airport stand it was a party, Tuio Becker suggested that Clube de Cinema make a movie magazine.

It was just another impossible project. Of course we went after it.

Initially, the Editorial Board had Maria Lúcia Fróes (Responsible Editor), Tuio Becker himself and myself. Later, Marco Papaleo joined.

The first issue had on the cover a photo of DR. CALIGARI’S CABINET.

We went to number eight of the magazine. The Film Club’s battered finances would not resist another edition.

We did a lot of amazing stories, making room for articles by many people in the film industry to write at Moviola. There was an article by Carlão Reichembach, Alfredo Sternheim, Murilo Salles, Otto Guerra, and many other filmmakers from Rio Grande do Sul.

Papaleo had contacts in American studios and got amazing material from films that were still in production.

There was a section with a QUIZ that raffled gifts among those who answered a very difficult question about cinema.

One of the memorable stories was watching a day of filming in São Paulo, at the Ibirapitanga (or something like that) where filmmaker Walter Hugo Khouri was filming AMOR VORAZ. Unforgettable.

My friend Eron Duartes Fagundes sent me photos with reproductions (made by his son Gustavo Duarte Fagundes) of the MOVIOLA article about AMOR VORAZ.

Wonder Years.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.