CAMINHOS DA MEMÓRIA: Thriller Noir Futurista Traz Estreia Promissora

Entrou em cartaz nos cinemas (e na HBO MAX) o thriller noir futurista CAMINHOS DA MEMÓRIA (REMINISCENCE), estreia na direção da cineasta e produtora americana Lisa Joy (a nora de Christopher Nolan).

Num mundo distópico invadido pelas águas, a humanidade busca sobreviver no que sobrou na superfície. Os mais ricos conseguem construir e viver nas Drylands, A população em geral tem de conviver com ruas e prédios precariamente em cima da água.

Neste cenário caótico, um homem explora um negócio de – sob drogas e em uma máquina – voltar ao passado para reviver suas melhores experiências. O negócio é promissor, até que aparece uma misteriosa mulher que alegadamente só quer lembrar onde deixou um molho de chaves.

A femme fatale da hora é a sueca Rebecca Fergusson, vivendo a ruiva sedutora Mae, que o New York Times chamou de uma Jessica Rabbit de carne e osso. Para completar a sedução do apaixonado Nick Bannister (Hugh Jackman sempre interessante), ela lembra de quando trabalhava em uma boate e num vestido vermelho decotadíssimo cantava, com voz rouca, WHERE OR WHEN, canção clássica de Richard Rodgers e Lorenz Hart.

O que está por trás desta mulher boa demais para ser verdade? Bannister vai atrás dela como um viciado. Sua parceira de trabalho, a dedicada Emily “Watts” Sanders (Thandie Newton, ótima outra vez) faz tudo para alertá-lo dos riscos envolvidos, pelo relacionamento de Mae com o gangster Saint Joe (Daniel Wu) e o pistoleiro Cyrus Booth (Cliff Curtis).

O filme tem um pouco de tudo. É um filme sobre um futuro distópico (mescla WATERWORLD com MATRIX e um pouco de INCEPTION), tem uma trama de filme noir (o detetive da mente investigando onde está a femme fatale por quem está apaixonado) e muito de crítica social (onde lembra muito a série WESTWORLD da HBO da qual Lisa Joy é Produtora).

É inegável que o filme é um delírio visual poucas vezes visto nas telas. Há cenas belíssimas criada por Lisa Joy, verdadeiras pinturas que ficarão impressas em nossas retinas. O roteiro poderia ser um pouco mais caprichado. Realmente há frases dramáticas demais ou melosas demais para o cinismo que a trama exigia. Manohla Darghis, do The New York Times, acertadamente pontuou que o filme é melhor de ser ver do que de ouvir.

De qualquer sorte, achei o resultado final da estreia de Lisa Joy, no mínimo, muito promissora.

Como diz Bannister a certa altura. Não existem finais felizes. Todos os finais são tristes. Especialmente se a história é feliz.

REMINISCENCE é um filme para ser visto.

The futuristic thriller REMINISCENCE opened in theaters (and HBO MAX), directed debut by American filmmaker and producer Lisa Joy (Christopher Nolan’s daughter-in-law).

In a dystopian world invaded by water, humanity seeks to survive on what is left on the surface. The richest manage to build and live in the Drylands. The population in general has to live with streets and buildings precariously on top of the water.

In this chaotic setting, a man explores a business of – under drugs and in a machine – where people go back in time to relive his best experiences. The deal is promising, until a mysterious woman who allegedly just wants to remember where she left a bunch of keys, enters in his joint.

The femme fatale of the hour is Swedish Rebecca Fergusson, playing the seductive redhead Mae, whom the New York Times called a real Jessica Rabbit. To complete the seduction of the passionate Nick Bannister (Hugh Jackman always interesting), she remembers working in a nightclub and in a very low-cut red dress she sang, in a husky voice, WHERE OR WHEN, a classic song by Richard Rodgers and Lorenz Hart.

What’s behind this woman too good to be true.? Bannister goes after her like an addict. His co-worker, the dedicated Emily “Watts” Sanders (Thandie Newton, great again) does everything possible to make him aware of the risks involved, for Mae’s relationship with gangster Saint Joe (Daniel Wu) and gunslinger Cyrus Booth (Cliff Curtis).

The movie has a little bit of everything. It’s a film about a dystopian future (mixes WATERWORLD with MATRIX and a bit of INCEPTION), has a film noir plot (the mind detective investigating where is the femme fatale) and lots of social criticism (where it reminds a lot the WESTWORLD series from HBO, which Lisa Joy is a Producer).

It is undeniable that the film is a visual delusion rarely seen on screen. There are beautiful scenes created by Lisa Joy, real paintings that will be imprinted on our retinas. The script could be a little more elaborate. There really are phrases too dramatic or too sappy for the cynicism the plot required. Manohla Darghis of The New York Times rightly pointed out that the film is better to be seen than to be heard.

Anyway, I found the final result of Lisa Joy’s debut, to say the least, very promising.

As  says Bannister at one point: “There are no happy endings. All endings are sad. Especially if the story is happy”.

REMINISCENCE is a movie to be seen.

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