O QUARTO SECRETO: Drama que Mescla Terror e Ficção Científica Inicia Bem, Mas…

O QUARTO SECRETO (ELIZABETH HARVEST), dirigido pelo cineasta Venezuelano Sebastian Gutierrez (em exibição na Apple TV+) inicia muito bem, ao mostrar um brilhante cientista que se casa com uma jovem muito mais nova que ele e a leva para morar em uma isolada casa onde ficam sua governanta e um filho cego do casamento anterior. Ali, ele mostra a ela todas as dependências da magnífica mansão onde ela passará a viver e diz a ela que há apenas um quarto que ela nunca poderá entrar. Óbvio que o cômodo proibido passa a ser o maior interesse dela.

Era um ponto de partida mais do que interessante para um filme que aos poucos se vê envolvido numa aura de mistério.

Mas o roteiro escrito pelo próprio diretor Sebastian Gutierrez escorrega várias vezes em armadilhas que ele próprio criara com sua premissa instigante. Por que o quarto não fica fechado à chave? Por que todos no filme têm absoluta familiaridade em atirar de espingarda, matando pessoas sem a menor dificuldade ou vacilação? Por que o protagonista vive como se fosse um historiador antigo, contando a sua nova esposa fatos históricos de nenhum interesse para ela?

O elenco, apesar de irregularmente dirigido, tem bons nomes. O Irlandês Ciarán Hinds, mais histriônico do que de hábito (acho ele normalmente muito bom), a ótima Carla Gugino, a modelo e atriz australiana Abbey Lee (vista no último MAD MAX), o jovem Matthew Beard e o sempre bem vindo Dylan Baker lutam para viver bem seus papeis.

Nem as explicações finais sobre o mistério daquele quarto nem as superficiais notas sobre ética médica conseguem dar credibilidade ao filme que, depois de um início promissor se perdeu pelo caminho. Uma pena.

ELIZABETH HARVEST, directed by Venezuelan filmmaker Sebastian Gutierrez (shown on Apple TV+) starts very well, showing a brilliant scientist who marries a much younger girl and takes her to live in a secluded house where his housekeeper and a blind child from her previous marriage live. There he shows her all the dependencies of the magnificent mansion where she will now live and tells her that there is only one room she will never be able to enter. Obviously the forbidden room becomes her best interest.

It was a more than interesting starting point for a film that gradually finds itself enveloped in an aura of mystery.

But the script written by director Sebastian Gutierrez himself slips several times into traps that he himself created with his thought-provoking premise. Why is the room not locked? Why is everyone in the movie absolutely familiar with shooting a shotgun, killing people without the slightest difficulty or hesitation? Why the protagonist lives as if he were an ancient historian, telling his new wife historical facts of no interest to her?

The cast, although irregularly directed, has good names. Irishman Ciarán Hinds, more histrionic than usual (I think he’s usually pretty good), great Carla Gugino, Australian model and actress Abbey Lee (seen in the latest MAD MAX), young Matthew Beard and the ever-welcoming Dylan Baker struggle to live their roles well.

Neither the final explanations about the mystery of that room nor the superficial notes on medical ethics can give credibility to the film, which, after a promising start, got lost along the way. A pitty.

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