CHORAR OU NÃO CHORAR, Eis a Questão

Você chora no cinema?

Com o passar dos anos, mais calejado pela vida, se tornaram muito mais comuns as cenas de filmes e séries que me fazem chorar. Algumas profusamente.

Sempre conto que quando estudava no Colégio Rosário, no auge dos 15 ou 16 anos, cheio de uma tola dureza (“homem não chora”), um dia eu disse a uma amiga que eu não chorava no cinema.

Ela me perguntou por quê? Respondi que quando chegava às portas das lágrimas, eu lembrava que aquilo era “apenas” um filme e não chorava.

Ela, imediatamente, me perguntou: “Então por que tu ri nas comédias?”

Como não tive resposta, passei a chorar no cinema.

Hoje, choro em CASABLANCA (mesmo que já tenha visto mais de 100 vezes), CINEMA PARADISO, APOLLO 13, SHANE, STAR WARS, AMARCORD e muitos outros. Acho este sinal de empatia muito saudável.

Certa vez, quando o filme de sucesso do momento era O CAMPEÃO, de Franco Zefirelli, dois colegas de faculdade foram juntos ver o filme antes de um de nossos memoráveis jantares no restaurante PRINZ, em Porto Alegre.

Ao chegarem – rosto meio inchado – para o jantar, eu perguntei de surpresa: “E aí, choraram ou não?” Um deles ficou balbuciando palavras incompreensíveis. O outro, mais safo, me disse: “Eu não chorei. Mas se naquela cena com o pai morto, o menino loirinho dissesse mamãe, eu juro que desabava em lágrimas.”

No cinema, chorar pode ser o melhor remédio.

Do you cry at the movies?

Over the years, more calloused by life, scenes from movies and series that make me cry have become much more common. Some profusely.

When I was studying at Rosario High School, at the height of 15 or 16 years old, and I felt brave (Men do not cry) , one day I told a female friend that I didn’t cry at the movies.

She asked me why? I replied that when I got close to tears, I remembered that it was “just” a movie and I didn’t cry.

She immediately asked me, “Then why do you laugh at comedies?”

Since I didn’t get an answer, I started crying at the movies.

Today, I cry  lot in CASABLANCA (even though I’ve seen it more than 100 times), CINEMA PARADISO, APOLLO 13, SHANE, STAR WARS, AMARCORD and many others. I find this sign of empathy very healthy.

Once, when the hit movie of the moment was Franco Zefirelli‘s THE CHAMP, two college friends went together to see the film before one of our memorable dinners at the PRINZ restaurant in Porto Alegre.

As they arrived – face a little puffy – for dinner, I asked in surprise, “So, did you cry or not?” One of them was babbling incomprehensible words. The other, more savvy, told me: “I didn’t cry. But if in that scene with the dead father, the blond boy said mommy, I swear I would break down in tears.”

In movies, crying can be the best medicine.

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