O SILÊNCIO DA CHUVA: Inspetor Espinosa Volta Para Resolver Caso Intrincado e Cheio de Suspeitos

Para minha surpresa o recém lançado filme brasileiro O SILÊNCIO DA CHUVA, de Daniel Filho está disponível na Apple TV+ brasileira. Eu li vários livros policiais escritos por Luiz Alfredo Garcia-Roza, um psicanalista carioca que morreu em 16 de abril de 2020. O livro de estréia de Garcia-Roza na ficção foi justamente O SILÊNCIO DA CHUVA, uma trama policial lançada no ano de 1997, ganhador do Prêmio Jabuti.

O Detetive Espinosa (o pai lhe deu este nome em homenagem ao famoso filósofo) protagonizou uma série de TV do Canal GNT, que teve oito capítulos, com Domingos Montagner como o personagem central.

Em O SILÊNCIO DA CHUVA, um jovem executivo carioca aparece morto em seu carro com três tiros. Quando a polícia é chamada para investigar, um pequeno marginal já havia roubado a maleta e a pistola do falecido, destruindo a cena do crime e dificultando a investigação.

Bem ao estilo das tramas de Garcia-Roza, o filme tem um tom noir tropicalizado. Entre os suspeitos estão a esposa insatisfeita, o sócio prejudicado por desfalques na firma, a secretária e amante linda e mais meia dúzia de outros partícipes da vida do falecido Ricardo Carvalho (Guilherme Fontes). O elenco tem Lázaro Ramos (um ótimo Espinosa), Claudia Abreu (a milionária viúva Bia Torres), Thalita Carauta (atriz e autora teatral ótima como a policial Daia), Mayana Neiva (Ex-Miss Paraíba, atriz da novela TiTiTi), Otávio Muller, Anselmo Vasconcelos e Bruno Gissoni.

O submundo do Rio de Janeiro aparece muito bem filmado em O SILÊNCIO DA CHUVA. Há cenas nas favelas, hotéis de segunda linha do centro do Rio, prédios abandonados, botecos charmosos, rodas der samba.

O filme recebeu alguma críticas mais negativas por causa da violência de determinadas cenas. A mim, nada pareceu fora do contexto da trama. Talvez algumas cenas mais gráficas pudessem ter sido evitadas, mas nada que fuja muito à violência de um filme policial adulto.

Também sendo fiel à literatura de Garcia-Roza, o filme de Daniel Filho mantém o humor meio baixo, principalmente nos diálogos de Espinosa com sua parceira Daia. São múltiplas cenas do filme que quebram o clima pesado da trama com um humor do submundo carioca, levando o espectador a risadas inesperadas.

O enredo em si, guarda uma surpresa final bem interessante. Garcia-Rosa sabia desconcertar seu leitor que avidamente buscava antecipar “quem matou?”. O filme igualmente mantém esta tradição de seu original.

To my surprise, the recently released Brazilian film SILENCE OF THE RAIN, by Daniel Filho, is available on the Brazilian Apple TV+. I have read several crime books written by Luiz Alfredo Garcia-Roza, a psychoanalyst from Rio de Janeiro who died on April 16, 2020. Garcia-Roza’s debut fiction book was precisely O SILÊNCIO DA CHUVA, a police plot launched in 1997 , winner of the Jabuti Award.

Detective Espinosa (his father named him after the famous philosopher) starred in a TV series on Canal GNT, which had eight chapters, with Domingos Montagner as the central character.

In SILENCE OF THE RAIN, a young executive from Rio de Janeiro is killed in his car by three shots. When the police are called to investigate, a small criminal has already stolen the deceased’s briefcase and pistol, destroying the crime scene and making the investigation much more difficult.

In the style of Garcia-Roza‘s plots, the film has a tropicalized noir tone. Among the suspects are the dissatisfied wife, the partner harmed by embezzlement at the firm, the beautiful secretary and lover and half a dozen other participants in the life of the late Ricardo Carvalho (Guilherme Fontes). The cast has Lázaro Ramos (a great Espinosa), Claudia Abreu (millionaire widow Bia Torres), Thalita Carauta (great actress and playwright as police officer Daia), Mayana Neiva (Ex-Miss Paraíba, actress on the soap opera TiTiTi), Otávio Muller, Anselmo Vasconcelos and Bruno Gissoni.

The underworld of Rio de Janeiro appears very well filmed. There are scenes in the favelas, second-rate hotels in downtown Rio, abandoned buildings, charming bars, samba meetings.

The movie received some more negative reviews because of the violence of certain scenes. To me, nothing seemed out of the context of the plot. Perhaps some more graphic scenes could have been avoided, but nothing that strays far from the violence of an adult thriller.

Also faithful to Garcia-Roza‘s literature, Daniel Filho‘s film keeps the dark humor, especially in Espinosa’s dialogues with his partner Daia. There are multiple scenes from the film that break the heavy atmosphere of the plot with an underworld humor from Rio, leading the viewer to unexpected laughs.

The plot itself holds a very interesting final surprise. Garcia-Roza knew how to baffle his reader who eagerly sought to anticipate “who killed?”. The film also maintains this tradition of its original.

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