VIDAS SEM RUMO: Coppola Reuniu um Elenco Incrível Para Contar uma História Comovente

Já contei aqui que eu fui mais de cinco vezes a São Paulo, durante a Mostra Internacional de Cinema (inicialmente do MASP). Durante 15 dias a gente via, dezenas de filmes de todas as nacionalidades. Hoje, em face do streaming isto parece comum, mas na época era algo inimaginável. Fora da Mostra.

A maior parte dos filmes eram produções independentes, de cineasta estreantes, feitas com poucos recursos e que tinham em sua criatividade o ponto forte.

Às vezes, o cinemão main stream dava o ar da graça, sem com filmes autorais de alta qualidade. Na Mostra vi OS ELEITOS, O ESTADO DAS COISAS, UM DOMINGO NO CAMPO, O BAILE e muitos outros.

Lembro de uma Mostra em que até então só tínhamos visto filmes independentes, quando a tela do cinema se ilumina com o letreiro dourado THE OUTSIDERS. Era o filme que Francis Coppola tinha feito a partir do romance da escritora S.E.Hinton, sobre a briga entre uma gang de meninos pobres (Greasers) contra a gang dos meninos ricos (Socs), na cidade de Tulsa, Oaklahoma.

Ficamos sem respirar. Uma fotografia em Cinemascope deslumbrante seguia os amores, as brigas e os dramas de Tom Cruise, Matt Dillon, C.Thomas Howell, Patrick Swayze, Ralph Macchio, Emilio Estevez, Leif Garret, Tom Waits e Rob Lowe. Para deslumbrar ainda mais uma lindíssima jovem chamada Diane Lane. Ah, tinha uma ponta da Sofia Coppola.

O filme era ótimo. Sensível, emotivo, emocionante, humano, triste pelos motivos certos e alegre nos momentos perfeitos. Música de Carmine Coppola, fotografia de Stephen H. Burum e Desenho de Produção de Dan Tavoularis.

Lembro que na saída da sessão, todos extasiados, o Tuio Becker, com a inteligência e a ironia habituais, soltou a frase: “Nada como o cinemão”.

Estávamos prontos para a próxima atração da Mostra.

I’ve already told you here that I went to São Paulo more than five times, during the Mostra Internacional de Cinema (initially from MASP). For 15 days we watched dozens of films of all nationalities. Today, in the face of streaming this seems commonplace, but at the time it was unimaginable. Out of the SP Mostra.

Most of the films were independent productions, by first-time filmmakers, made with few resources and whose creativity was their strong point.

Sometimes, the main stream cinema gave the air of grace, without high quality copyrighted films. In the Mostra I saw THE RIGHT STUFF, STATE OF THINGS, A SUNDAY IN THE FIELD, LE BALL and many others.

I remember an exhibition in which until then we had only seen independent films, when the cinema screen lights up with the big golden lettering THE OUTSIDERS. It was the film that Francis Coppola had made based on the novel by S.E.Hinton, about the fight between a gang of poor boys (Greasers) against a gang of rich boys (Socs), in the city of Tulsa, Oaklahoma.

We were not breathing. A stunning Cinemascope photograph followed the loves, fights and dramas of Tom Cruise, Matt Dillon, C.Thomas Howell, Patrick Swayze, Ralph Macchio, Emilio Estevez, Leif Garrett, Tom Waits and Rob Lowe. To further dazzle a beautiful young woman named Diane Lane. Ah, there was a Sofia Coppola cameo.

The movie was great. Sensitive, emotional, emotional, human, sad for the right reasons and happy in the perfect moments. Music by Carmine Coppola, photography by Stephen H. Burum and Production Design by Dan Tavoularis.

I remember that at the end of the session, everyone ecstatic, Tuio Becker, with his usual intelligence and irony, uttered the phrase: “Nothing like the main stream cinema”.

We were ready for the next Mostra attraction.

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