A SOMBRA E A ESCURIDÃO: 25 Anos do Lançamento de um Ótimo Filme

A rapidez da passagem do tempo não para de me surpreender. Li agora que o filme A SOMBRA E A ESCURIDÃO (THE GHOST AND THE DARKNESS) foi lançado há 25 anos. Incrível.

Ainda tem perfeita lembrança dos sustos que passei acompanhando a história do Engenheiro John Henry Patterson (Val Kilmer em um de seus melhores papeis) que é encarregado de ir à África, em 1898, acompanhar e resolver os atrasos na construção de uma estrada de ferro. Ao chegar lá se depara com sérios problemas decorrentes de corpos mutilados de trabalhadores, o que o obriga a contratar o experiente caçador Charles Remington (que belo ator Michael Douglas sempre foi) para tentar resolver os ataques de dois leões, Ghost (Sombra) e Darkness (Escuridão).

O mega premiado escritor William Goldman (2 Oscars por BUTCH CASSIDY AND SUNDANCE KID e ALL THE PRESIDENT’S MEN) escreveu um roteiro magnífico. O filme é um thriller, um drama, uma aventura, um romance, uma reflexão ambiental (quando isto era raro no cinema mainstream), tudo ao mesmo tempo, muito bem embalado pelo diretor e produtor jamaicano Stephen Hawkins (um dos diretores da série 24 HORAS).

O diretor usa e abusa de um truque que eu acho meio desleal. Cenas brutais que depois se vê são apenas sonhos ou medos dos personagens e, de fato, não aconteceram. Mesmo assim, reconheço que ele fez uso brilhante do recurso, levando o espectador à tensão máxima.

Além da dupla central de ótimos atores, o filme ainda tinha no luxuoso e talentoso elenco, Emily Mortimer (sempre uma dádiva vê-la na tela), Tom Wilkinson (extraordinário ator britânico), John Kani, Bernard Hill e Henry Celi.

A lendária crítica do THE NEW YORK TIMES, Janet Maslin escreveu sobre o filme: “The Ghost and the Darkness ” é muito ajudado pelas belas paisagens africanas de Vilmos Zsigmond e por um forte senso de mistério sobre seu cenário. Os leões podem permanecer inexplicáveis de maneira revigorante, e a ligação entre sua ferocidade e o esforço ferroviário está aberta a consideração. Desempenhos solidamente divertidos de Kilmer e Douglas também galvanizam o filme, assim como John Kani como Samuel, seu companheiro africano, que sabe melhor do que perseguir leões.”

A mestre da crítica tem toda razão: a fotografia de Vilmos Zsigmond é nada menos que brilhante. Como o filme THE GHOST AND THE DARKNESS.

The passage of time never ceases to amaze me. I read now that the movie THE GHOST AND THE DARKNESS was released 25 years ago. Amazing.

I still have a perfect memory of the scares I spent following the story of the Engineer John Henry Patterson (Val Kilmer in one of his best roles) who was in charge of going to Africa, in 1898, to monitor and resolve the delays in the construction of a road of iron. Upon arriving there, he is faced with serious problems arising from the mutilated bodies of workers, which forces him to hire the experienced hunter Charles Remington (what an outstnding actor Michael Douglas has always been) to try to solve the attacks of two lions, Ghost (Shadow) and Darkness (Darkness).

Mega-award winning writer William Goldman (2 Oscars for BUTCH CASSIDY AND SUNDANCE KID and ALL THE PRESIDENT’S MEN) has written a magnificent screenplay. The film is a thriller, a drama, an adventure, a novel, an environmental reflection (when this was rare in mainstream cinema), all at the same time, beautifully packaged by Jamaican director and producer Stephen Hawkins (one of the 24 series directors).

The director uses and abuses a trick that I think is kind of disloyal. Brutal scenes that you see later are just dreams or fears of the characters and, in fact, they didn’t happen. Even so, I recognize that he made brilliant use of the resource, bringing the viewer to maximum tension.

In addition to the central duo of great actors, the film also had in the lavish and talented cast, Emily Mortimer (always a gift to see her on screen), Tom Wilkinson (extraordinary British actor), John Kani, Bernard Hill and Henry Celi .

The legendary NEW YORK TIMES critic Janet Maslin wrote about the film: “The Ghost and the Darkness ” is greatly helped by Vilmos Zsigmond’s beautiful African landscapes and a strong sense of mystery about its setting. The lions. they can remain refreshingly inexplicable, and the link between their ferocity and the railroad effort is open to consideration. Solidly entertaining performances by Kilmer and Douglas also galvanize the film, as do John Kani as Samuel, his African companion, who knows better than chase lions.”

The master of critic is absolutely right: Vilmos Zsigmond’s photography is nothing short of brilliant. Like the movie THE GHOST AND THE DARKNESS.

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