O FESTIVAL DO AMOR: Woody Allen Faz seu 57o. Filme com o Talento e Humor de Sempre

Ontem deparei na Apple TV + com O FESTIVAL DO AMOR (RIFKIN’S FESTIVAL), o 57o. filme dirigido pelo cineasta americano Woody Allen. Como fã declarado de Allen, não hesitei em “alugar” o filme e vê-lo imediatamente.

Cada novo filme di Diretor, a gente repete a mesma frase: “não é o melhor filme de Woody Allen, mas…”

Realmente faz tempos que os filmes do Woody Allen não atingem o extraordinário nível de obras como ANNIE HALL, MATCH POINT, CRIMES AND MISDEMEANORS e MANHATTAN, meus títulos favoritos do cineasta. Mas quantos cineastas nunca chegaram perto desta qualidade.

Um filme menor de Woody Allen tem – mesmo assim – muita coisa deliciosa para o deleite do espectador que curte o estilo “alleniano” de fazer cinema.

Neste caso, Allen coloca o cinema no centro do foco. A trama se passa no tradicional Festival de Cinema de San Sebástian, na Espanha, onde o protagonista Mort Rifkin (Wallace Shawn como o alter ego do diretor, um escritor judeu neurótico inteligente e hipocondríaco) vai com a esposa Sue (Gina Gershon, em seu melhor trabalho), uma Public Relations de um jovem e ascendente diretor espanhol foco das atenções da mídia especializada (o francês Louis Garrel).

Muito na linha preferida de Allen, o personagem principal é abandonado pela esposa (meio que pela agenda de trabalho intensas meio que pelo envolvimento com o homen mais novo e fascinante) e encontra “distração” na figura de uma médica espanhola com quem vai ter uma consulta depois de uma dor no peito. Ela é a Dra. Jo Rojas, vivida pela atriz espanhola Elena Anaya (dos apimentados LUCIA Y EL SEXO e ROOM IN ROME), uma jovem com um casamento em crise disposta a flertar com o fascínio do intelecto de Mort Rifkin.

As duas histórias dos romances paralelos são enriquecidas sobremodo pelos sonhos que Rifkin tem com filmes clássicos do cinema. São os momentos mais deliciosos do filme, com recriações de, entre outros, JULES ET JIM, O SÉTIMO SELO, ACOSSADO, PERSONA e CIDADÃO KANE (a mais divertida de todas), em homenagens de Allen a Truffaut, Buñuel, Bergman, Welles, Fellini e outros mestres do cinema.

A paixão de Woody Allen pelos clássicos do cinema é um combustível extra de fascínio para o cinéfilo curtir RIFKIN’S FESTIVAL. Como não se encantar com as homenagens divertidas de Allen àquelas obras imortais das telas?

Gostei demais de ver RIFKIN’S FESTIVAL. Além de tudo, as paisagens lindíssimas de San Sebastian mostram que o talento único de Woody Allen em glamurizar as cidades onde filma estão longe de se restringir a sua amada New York.

Com sempre, “não chegou ao melhor nível de um filme de Woody Allen”, mas é muito acima do nível de outros cineastas e atinge o coração do cinemaníaco encantado pela arte de Allen.

Yesterday I came across RIFKIN’S FESTIVAL on Apple TV +, the 57th. film directed by American filmmaker Woody Allen. As an avowed fan of Allen’s, I had no hesitation in “renting” the film and seeing it right away.

Each new director’s film, we repeat the same phrase: “it’s not the best Woody Allen film, but…”

It’s really been a while since Woody Allen‘s films have reached the extraordinary level of works like ANNIE HALL, MATCH POINT, CRIMES AND MISDEMEANORS and MANHATTAN, my favorite titles by the filmmaker. But how many filmmakers never came close to this quality.

A minor Woody Allen film has – even so – plenty of delicious things to delight the viewer who enjoys the “Allenian” style of filmmaking.

In this case, Allen puts cinema in the center of focus. The plot takes place at the traditional San Sebastian Film Festival, in Spain, where the protagonist Mort Rifkin (Wallace Shawn as the director’s alter ego, an intelligent neurotic and hypochondriac Jewish writer) goes with his wife Sue (Gina Gershon, in his best work), a Public Relations of a young and rising Spanish director who is the focus of the specialized media (the Frenchman Louis Garrel).

Very in Allen’s preferred line, the main character is abandoned by his wife (sort of by the intense work schedule, sort of by the involvement with the younger and fascinating man) and finds “distraction” in the figure of a Spanish doctor with whom going to have an appointment after a chest pain. She is Dr. Jo Rojas, played by Spanish actress Elena Anaya (of the hot LUCIA Y EL SEXO and ROOM IN ROME), a young woman with a marriage in crisis willing to flirt with the allure of Mort Rifkin’s intellect.

The two stories of the parallel novels are enriched greatly by Rifkin’s dreams of classic movies. These are the film’s most delightful moments, with recreations of, among others, JULES ET JIM, THE SEVENTH SEAL, BREATHLESS, PERSONA and CITIZEN KANE (the funniest of them all), in homages from Allen to Truffaut, Buñuel, Bergman, Welles, Fellini and other cinema masters.

Woody Allen’s passion for the classics of cinema is an extra fuel of fascination for the cinephile to enjoy RIFKIN’S FESTIVAL. How can you not be enchanted by Allen’s evoking homages to those immortal works on screen?

I really enjoyed watching RIFKIN’S FESTIVAL. In addition, the beautiful landscapes of San Sebastian show that Woody Allen’s unique talent for glamorising the cities where he shoots is far from being restricted to his beloved New York.

As usual, “it didn’t quite measure up to a Woody Allen film”, but it is far above the level of other filmmakers and strikes at the heart of the cinema maniac enchanted by Allen’s art.

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