PAM & TOMMY: Diretoras Assumem a Série e o Resultado é Visível

Vi neste final de semana os últimos dois capítulos da série PAM & TOMMY, no STAR+.

Eu já tinha escrito aqui que achei o tom da narrativa completamente irresponsável nos primeiros episódios. Era uma espécie de comédia anárquica, na qual inclusive o pênis de Tommy Lee participava dos diálogos.

As diretoras Gwyneth Hoyder-Payton e Hannah Fideli assumiram as câmeras nos últimos três episódios e o crime de violação de privacidade do qual Pamela Anderson e Tommy Lee foram vítimas ficou menos “engraçado” e mais realista e cruel nas suas consequências.

Entrou em cena, inclusive um tema, muito importante sobre as diferenças da repercussão no público, da divulgação da fita com as imagens de sexo explícito do casal. Enquanto Pamela perdia ofertas de emprego a granel (Para Elizabeth Hurley em Austin Powers e Kim Basinger em L.A.Confidential), Tommy era reconhecido nas ruas e exaltado por sua masculinidade tóxica.

Só este enfoque já deu um “up” na qualidade da série.

Outro fator de correção de rumos importante, foi a desglamourização do carpinteiro que “roubou” a fita da casa de Tommy Lee. O personagem de Seth Rogen passou a ser percebido pela série, como o que realmente foi no episódio: um malfeitor que causou um dano irreparável. A cena dele na Calcada da Fama, na saída do teatro Chinês, quando ele encontra uma menina que ganha a vida vestida com o icônico maiô vermelho de BAYWATCH é muito boa.

Reitero que Sebastian Stan e principalmente Lily James fizeram muito bem os papéis de Tommy Lee e Pamela Anderson.

PAM & TOMMY fecha como uma boa série. Certamente, podia ter se aprofundado em temas como a dificuldade da lei em punir este tipo de abuso ou o emaranhado legal das sociedades modernas (o empresário que comemorou quando foi processado porque as vendas da fita se multiplicariam).

Mas tudo isto são mazelas de nossa sociedade. O regsitro do episódio fica para reflexão.

This weekend I saw the last two chapters of the PAM & TOMMY, on STAR+.

I had already written here that I found the tone of the narrative completely irresponsible in the first few episodes. It was a kind of anarchic comedy, in which even Tommy Lee’s penis participated in the dialogue.

Female Directors Gwyneth Hoyder-Payton and Hannah Fideli have taken over the cameras for the last three episodes, and the crime of breach of privacy that Pamela Anderson and Tommy Lee were victims of has become less “funny” and more realistic and cruel in its aftermath.

A very important topic came into the picture, including the differences in the impact on the public, from the dissemination of the tape with the sexually explicit images of the couple. While Pamela lost bulk job offers (To Elizabeth Hurley in Austin Powers and Kim Basinger in L.A. Confidential), Tommy was recognized on the streets and lauded for his toxic masculinity.

This approach alone has given an “up” to the quality of the series.

Another important course-correcting factor was the de-glamorization of the carpenter who “stole” the tape from Tommy Lee’s house. The character of Seth Rogen came to be perceived by the series, as what he really was in the episode: a malefactor who caused irreparable damage. His scene on the Walk of Fame, outside the Chinese Theater, when he meets a girl who makes a living dressed in BAYWATCH’s iconic red bathing suit is very good.

I reiterate that Sebastian Stan and especially Lily James did very well in the roles of Tommy Lee and Pamela Anderson.

PAM & TOMMY closes as a good series. Certainly, it could have delved into topics such as the difficulty of the law in punishing this type of abuse or the legal tangle of modern societies (the businessman who celebrated when he was sued because tape sales would multiply).

But all these are ills of our society. The episode is left for our deep reflection.

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