PERIGO NA NOITE: Um Ridley Scott Revisto Revela Aspectos Muito Interessantes

Assisti PERIGO NA NOITE, quando foi originalmente lançado, em 1987. Não tive a melhor impressão, ainda mais que o diretor Ridley Scott, à época surfava na onda de seus clássicos BLADE RUNNER e ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO.

Tom Berenger é o jovem detetive Mike Keegan, que vive em queens, com sua esposa (Lorraine Bracco) e filho, quando é designado para cuidar de uma rica socialite de Manhattan, cuja vida está ameaçada. Claire Gregory (Mimi Rogers no auge de sua beleza) acidentalmente viu o violento Joey Venza (Andreas Katzulas) matar um homem a sangue frio e se torna a principal testemunha contra ele. Necessita vigilância vinte e quatro horas por dia.

O envolvimento que vai surgindo entre o policial Mike e a moça rica e solitária Claire é mostrado de forma sutil e emotiva por Ridley Scott. O melhor do filme é mostrar o abismo que separa o mundo em que os dois apaixonados vivem. A casinha no Queens, onde todo mundo tropeça em coisas no chão o tempo todo é mesmo muito diferente da cobertura no East Side, com salas enorme, ricas peças decorativas e a cozinha tecnológica (interessante ver as novidade da época) que diverte os policiais de plantão.

Scott é cirúrgico em acentuar as diferenças entre a vida dos protagonistas em cada cena. Ela fala várias línguas, ele não consegue completar um quebra cabeças de palavras cruzadas; ela passa o tempo ouvindo música clássica, ele ouvindo jogos de basquete. Mesmo assim, um fica atraído pelo outro, de forma irresistível. E problemática.

Os ótimos Jerry Orbach e Tony DeBenedetto estão no elenco como os colegas de Keegan, divididos entre protegê-lo ou alertar sobre os perigos que está correndo.

A clássica canção SOMEONE TO WATCH OVER ME, de Gershwin, usada por Scott em momentos chave do filme é outro must do filme. Maravilhosa, ainda mais cantada por Sting.

Na época, lembro que achei a solução final da história meio moralista. Revendo o filme, hoje, 35 anos depois, mudei de opinião. A história de amor entre o policial corajoso e pobretão e a rica menina solitária do East Side era mesmo impossível. Até eles já sabiam disto.

I saw SOMEONE TO WATCH OVER ME, when it was originally released, in 1987. I didn’t have the best impression, even more than director Ridley Scott, at the time, was surfing the wave of his classics BLADE RUNNER and ALIEN.

Tom Berenger is young detective Mike Keegan, living in Queens with his wife (Lorraine Bracco) and son, when he is assigned to care for a wealthy Manhattan socialite whose life is threatened. Claire Gregory (Mimi Rogers at the height of her beauty) accidentally saw the violent Joey Venza (Andreas Katzulas) kill a man in cold blood and becomes the main witness against him. She needs twenty-four hour surveillance.

The relationship that emerges between police officer Mike and rich and lonely Claire is shown in a subtle and emotional way by Ridley Scott. The best part of the film is to show the abyss that separates the world in which the two lovers live. The little house in Queens, where everyone trips over things on the floor all the time, is really very different from the penthouse on the East Side, with huge rooms, rich decorative pieces and the technological kitchen (interesting to see the novelties of the time) that amuse police officers from duty.

Scott is surgical in accentuating the differences between the protagonists’ lives in each scene. She speaks several languages, he can’t complete a crossword puzzle; she spends her time listening to classical music, he listening to basketball games. Even so, one is attracted to the other, irresistibly. And problematic.

The great Jerry Orbach and Tony DeBenedetto are cast as Keegan’s colleagues, torn between protecting him or warning him of the dangers he’s running.

The classic song SOMEONE TO WATCH OVER ME, from the genius Gershwin (even more sung by Sting) is another rich plus in the movie, very well used by Scott at the mais moments.

At the time, I remember that I thought the final solution of the story was a bit moralistic. Reviewing the film today, 35 years later, I have changed my mind. The love story between the brave and poor cop and the lonely rich girl from the East Side was impossible indeed. Even they already knew this.

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