BOSCH: O LEGADO – Muitos Acertos e Poucos Erros na Continuação da Saga do Detetive Harry Bosch & Companhia

Devorei as sete temporadas da série da Amazon BOSCH. Assim como sou leitor assíduo dos livros do escritor Michael Connelly que têm como personagem principal Harry Hieronymus Bosch, um veterano detetive da Polícia de Los Angeles com especial predileção por descumprir ordens, questionar os superiores e agir segundo seu próprio código de valores.

A Amazon (agora com a parceria Freevee, a ex-IMDB TV, um streaming com comerciais) está apresentando a primeira temporada de BOSCH: LEGACY, a sequência das histórias de Harry Bosch depois que deixou voluntariamente a Polícia de LA.

O primeiro grande acerto da nova série é que assumidamente não é mais a história de um personagem, mas de um trio de personagens. A advogada Honey Chandler (Mimi Rodgers se reinventando na maturidade) e a novata policial de rua em que se transformou a filha de Bosch, Maddie (Madison Lintz, com crescimento impressionante) são agora os personagens principais.

Os três integrantes de um Exército de Brancaleone redivivo vão enfrentar as mazelas da Justiça, da Polícia, do Sistema. Vão bater de frente com a máfia russa, com os superiores machistas, com os acomodados Promotores e com os traumas de ter sido alvo de uma tentativa (quase bem sucedida) de assassinato.

Bosch, Maddie & Honey são o que a nova série acertou na mosca. A alternância das histórias deles e seus sentimentos, frustrações e medos enriqueceu muito o panorama.

A série segue bem produzida, dinâmica, dando às excelentes histórias de Connelly o espaço para brilharem. Nesta temporada, por exemplo, o bilionário solitário (o ótimo William Devane) à beira da morte que contrata Bosch como P.I. para descobrir se tem algum herdeiro direto, para desespero dos parentes “urubus” de plantão é tudo de bom: tem suspense, humanismo, emoção, perigo. Uma história sensacional.

E esta é só uma das tramas que se desenvolvem na série. Fora a paixão de Harry pelo melhor Jazz, que inclusive deu o nome Coltrane para o cachorro que lhe faz companhia.

No campo negativo, acho que a série deu uma economizada nos coadjuvantes menos importantes. Isto era justamente um dos aspectos mais caprichados da BOSCH original. Eu tenho um amigo que diz que as séries inglesas são superiores porque até o criado que entra em cena apenas para servir um chá, é um baita ator shakespeariano. Aqui me incomodou o trabalho de alguns atores de papeis bem secundários, que me pareceram desleixados.

Noves fora, estou gostando muito de BOSCH: LEGACY. Vi os 4 episódios já lançados numa sentada. Foi uma experiência muito boa.

Ainda bem que a Amazon, mesmo antes do lançamento, já anunciou a segunda temporada de BOSCH: LEGACY. Longa vida ao novo trio de Dom Quixotes de Los Angeles.

I devoured the seven seasons of the Amazon series BOSCH. Just as I’m a regular reader of Michael Connelly‘s books, whose main character is Harry Hieronymus Bosch, a veteran Los Angeles Police detective with a special penchant for breaking orders, questioning superiors and acting according to his own code of values.

Amazon (now partnered with Freevee, formerly IMDB TV, a streaming with ads) is introducing season one of BOSCH: LEGACY, the sequel to Harry Bosch‘s stories after he voluntarily left the LAPD.

The first big hit of the new series is that it is admittedly no longer the story of one character, but of a trio of characters. Attorney Honey Chandler (Mimi Rodgers reinventing herself in advanced age) and  Bosch’s daughter Maddie (Madison Lintz, impressively grown) as a street cop, are now the main characters.

The series remains well produced, dynamic, giving Connelly’s excellent stories the space to shine. This season, for example, the lone billionaire (the great William Devane) on the brink of death who hires Bosch as P.I. to find out if he has a direct heir, to the despair of the “vulture” relatives on duty, it’s all good: it has suspense, humanism, emotion, danger. A sensational story.

And this is just one of the plots that develop in the series.

On the negative side, I think the series saved money in the less important supporting actors. This was just one of the richest aspects of the original BOSCH. I have a friend who says the British series are superior because even the servant who steps in just to serve tea is one hell of a Shakespearean actor. Here I was bothered by the work of some actors in very secondary roles, who seemed to me to be sloppy.

Problems out, I’m really enjoying BOSCH: LEGACY. I watched the 4 episodes already released in one sitting. It was a very good experience.

Good thing Amazon, even before premiere the new series, has already announced the second season of BOSCH: LEGACY. Long live the new trio of Don Quixotes of Los Angeles.

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