SEVERINA: Um Filme Uruguaio, com Jeito de Argentino, Dirigido Por um Brasileiro

Ontem no NOW me deparei com o filme uruguaio SEVERINA, dirigido pelo cineasta brasileiro Felipe Hirsch, a partir de um livro do escritor Rodrigo Rey Rosa.

Um homem quarentão e solitário é dono de uma livraria na zona central de Montevideo. A livraria fica em um prédio antigo, em que ele mora no andar superior.

A monotonia de sua vida é quebrada por uma linda jovem que aparece volta e meia para roubar livros.

Um dia, ele resolve confrontá-la e ái se inicia um relacionamento muito pouco usual.

O filme de Hirsch é um pouco de comédia romântica, mesclado comum pouco de drama. Há muita coisa lúdica e bonita no filme.

A primeira delas é o amor à literatura. Há inúmeras cenas em que um personagem lê trechos de livros clássicos em voz alta, dividindo-os com os pares mas também com o espectador. Uma verdadeira ode à arte de escrever (e de ler).

O segundo aspecto delicioso diz respeito à fotografia e música do filme. São primorosos e contribuem muito para um clima entre melancólico e poético.

O brasileiro Felipe Hirsch é um diretor de cinema e teatro multi premiado, conhecido por sua paixão por inovações. Ele se sai muito bem neste SEVERINA.

O elenco tem o ator Javier Drolas (MEDIANERAS), como R., o dono da livraria. A apaixonante (e maluca) Severina é Carla Quevedo, que viveu a moça morta no magnífico O SEGREDO DE SEUS OLHOS, de Campanella.

Tenho visto vários filmes que têm uma livraria como cenário. Em geral são muito bons.

SEVERINA não foge à regra.

Yesterday at NOW I came across the Uruguayan film SEVERINA, directed by Brazilian filmmaker Felipe Hirsch, based on a book by writer Rodrigo Rey Rosa.

A lonely man in his forties owns a bookstore in central Montevideo. The bookstore is in an old building, where he lives on the top floor.

His monotony of life is broken by a beautiful young woman who appears every now and then to steal books.

One day, he decides to confront her and there begins a very unusual relationship.

Hirsch’s film is a bit of a romantic comedy, mixed with a bit of drama. There’s a lot of playful and beautiful things in the film.

The first of these is the love for literature. There are numerous scenes in which a character reads excerpts from classic books aloud, sharing them with peers but also with the viewer. A true ode to the art of writing (and reading).

The second delightful aspect concerns the film’s photography and music. They are exquisite and contribute a lot to a mood between melancholic and poetic.

Brazilian Felipe Hirsch is a multi-award winning film and theater director known for his passion for innovation. He does very well in this SEVERINA.

The cast has the actor Javier Drolas (MEDIANERAS), as R., the owner of the bookstore. The passionate (and crazy) Severina is Carla Quevedo, who played the dead girl in Campanella’s magnificent THE SECRET IN THEIR EYES.

I’ve seen several movies that have a bookstore as a setting. In general they are very good.

SEVERINA is no exception to the rule.

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