INGRESSO PARA O PARAÍSO: Comédia Romântica com Julia Roberts e George Clooney é Entretenimento Divertido, Leve e Inteligente

Fui ao cinema neste feriado de 7 de setembro. Afinal Julia Roberts estava de volta às telas, exatamente no campo em que se sai melhor, uma comédia romântica.

INGRESSO PARA O PARAÍSO, do cineasta Ol Parker (do surpreendente IMAGINE ME AND YOU) é um produto de entretenimento divertido, leva e inteligente.

Parte de uma história bem moderna e engraçada: a filha de um ex-casal americano, depois de se formar em direito vai com a melhor amiga passar férias em Bali. Naquela paisagem paradisíaca, encontra Gede, um morador local plantador de algas e feliz por viver em harmonia com a natureza. A proposta do filme é discutir – em termos leves – se alguém criado em Los Angeles, com todo progresso, conforto e sofisticação, pode ser feliz abrindo mão de tudo isso.

Os pais de Lily (Kaitlin Deaver, ótima), David (George Clooney) e Georgie (Julia Roberts) embarcam imediatamente para demover a filha de cometer a loucura de casar com Gede (Maxime Bouttier). Terão sucesso em sua empreitada? A gente sabe que não, desde antes de entrar no cinema. Em comédias românticas, o amor sempre vence, antes do THE END aparecer na tela.

A extrema dificuldade do casal americano em entender e assimilar a cultura local é um prato cheio para a proposta cômica do filme. São inúmeros os divertidos mal entendidos originados nesta diversidade cultural extremada.

O filme também acerta em explorar sem pudor a paisagem local paradisíaca. A ficha técnica aponta que as filmagens ocorreram em Queensland, Austrália. O local resultou em uma Bali perfeita. Impossível não se impressionar pelas imagens de beleza incrível que desfilam pela tela.

George Clooney e Julia Roberts, dois exemplares top do atual star system hollywoodiano já estão maduros (61 e 55 anos, respectivamente). Acho que o diretor Parker acertou em mostrá-los dessa forma, uma beleza atingida na maturidade.

TICKET TO PARADISE fica abaixo dos clássicos estrelados por Julia Roberts (PRETTY WOMAN, NOTTING HILL e MY BEST FRIEND’S WEDDING), mas consegue ser, nestes tempos bicudos, um oásis de diversão inteligente. Já é bastante coisa.

I went to the movies this September 7th holiday. After all, Julia Roberts was back on the big screen, right where she does best, a romantic comedy.

TICKET TO PARADISE by filmmaker Ol Parker (from the amazing IMAGINE ME AND YOU) is a fun, light and smart entertainment product.

Part of a very modern and funny story: the daughter of an ex-American couple, after graduating in law, goes with her best friend to vacation in Bali. In that paradise landscape, she meets Gede, a local resident who grows algae and is happy to live in harmony with nature. The film’s proposal is to discuss – in light terms – whether someone raised in Los Angeles, with all the progress, comfort and sophistication, can be happy giving up all that.

Lily’s (Kaitlin Deaver, great), parents David (George Clooney) and Georgie (Julia Roberts) immediately embark to stop their daughter from committing the insanity of marrying Gede (Maxime Bouttier). Will they be successful in their endeavor? We know not, since before entering the cinema. In romantic comedies, love always wins, before THE END appears on screen.

The extreme difficulty of the American couple in understanding and assimilating the local culture is a full plate for the comic proposal of the film. There are countless amusing misunderstandings originated in this extreme cultural diversity.

The film also succeeds in shamelessly exploring the local paradise landscape. The movie data points out that filming took place in Queensland, Australia. The location resulted in a perfect Bali. It is impossible not to be impressed by the images of incredible beauty that parade across the screen.

George Clooney and Julia Roberts, two top examples of the current Hollywood star system, are already mature (61 and 55 years old, respectively). I think director Parker was right to show them that way, a beauty achieved in maturity.

TICKET TO PARADISE falls short of the Julia Roberts-starring classics (PRETTY WOMAN, NOTTING HILL and MY BEST FRIEND’S WEDDING), but manages to be, in these hard times, an oasis of smart fun. It’s already enough.

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