O DESTINO DE HAFFMANN: A Diferença Entre os Homens e os Ratos

O NOW já está exibindo o filme O DESTINO DE HAFFMANN, de Fred Cavayé (diretor do interessante NADA A ESCONDER).

Baseado em uma peça de teatro de Jean Pierre Laguerre, o filme mostra um joalheiro judeu na Paris ocupada que antevê a perseguição nazista e envia sua família para um lugar seguro. Para se desfazer da loja, ele simula tê-la vendido a seu auxiliar, combinando que voltaria após a guerra para reaver sua loja.

Mas o auxiliar é uma pessoa invejosa, pequena e rancorosa. Aproveita a situação para prender o joalheiro e fazê-lo trabalhar para ele.

A história é magnificamente narrada. A grandeza do joalheiro Joseph Haffmann (Daniel Auteuil em outro trabalho de excelência) se contrapõe à mesquinhez dos gestos e decisões do invejoso François Mercier (Gille Lellouche). Em pouco tempo, até a esposa de Mercier, Blanche (Sarah Girardeau) percebe a mudança que o poder estava fazendo no marido, cada vez mais egoísta e ambicioso. É especialmente interessante o ótimo relacionamento de Mercier, um adesista de primeira hora, com o Comandante nazista Jünger (Nikolai Kinski, filho de Klaus e meio irmão de Nastassja).

As guerras oportunizam que aflorem os verdadeiros sentimentos e valores das pessoas. Haffmann, mesmo arrasado pela perseguição nazista, pela falta da família e pela injusta prisão que Mercier lhe impõe, segue com seus valores intactos. Mercier, se achando todo poderoso, piora a cada dia, expondo sua falta de caráter.

O filme utiliza muito bem o ambiente restrito onde se passa a ação (já que o original é de teatro), em especial o porão onde Mercier aprisiona Haffmann.

Gostei muito de O DESTINO DE HAFFMANN. Cavayé, que já tinha se revelado um roteirista ótimo, dirige um segundo filme de alto nível, ainda melhor que o anterior.

O filme de Cavayé expõe como em tempos bicudos e difíceis os homens se diferenciam dos ratos.

NOW is already showing the film FAREWELL MR. HAFFMANN (ADIEU MONSIEUR HAFFMANN), by Fred Cavayé (director of the interesting LE JEU).

Based on a play by Jean Philippe Daguerre, the film follows a Jewish jeweler in occupied Paris who foresees Nazi persecution and sends his family to safety. To get rid of the store, he pretends to have sold it to his assistant, agreeing that he would return after the war to take back his store.

But the employee is an envious, small, spiteful person. He takes advantage of the situation to arrest the jeweler and make him work very hard.

The story is magnificently narrated. The greatness of the jeweler Joseph Haffmann (Daniel Auteuil in another excellent work) contrasts with the pettiness of the gestures and decisions of the envious François Mercier (Gille Lellouche). Before long, even Mercier’s wife Blanche (Sarah Girardeau) realizes the shift power was making in her increasingly selfish and ambitious husband. Especially interesting is the excellent relationship between Mercier, a first-time adherent, with Nazi Commander Jünger (Nikolai Kinski, Klaus’ son and Nastassja’s half-brother).

Wars provide opportunities for people’s true feelings and values ​​to emerge. Haffmann, even devastated by the Nazi persecution, the lack of family and the unfair imprisonment that Mercier imposes on him, continues with his values ​​intact. Mercier, feeling all-powerful, gets worse every day, exposing his lack of character.

The film makes very good use of the restricted environment where the action takes place (since the original is theatrical), especially the basement where Mercier imprisons Haffmann.

I really liked FAREWELL MR. HAFFMANN. Cavayé, who had already proved to be a great screenwriter, directs a second high-profile film, even better than the previous one.

Cavayé’s film exposes how in hard and difficult times men differ from rats.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.