TÁR: O Oscar de Melhor Atriz (e Talvez Outros) Já Tem Dona

Vi ontem na Apple TV, o extraordinario filme TÁR, que o cineasta americano Todd Field rodou sobre uma persona da música, a Maestra Lydia Tár, uma ficcional estrela na arte de conduzir uma orquestra sinfônica.

Logo na primeira cena se vê que Lydia foi a primeira mulher a conduzir a icônica Berlim Filarmônica. Com PHd em música em Harvard, uma artista EGOT e professora em Julliard, TÁR é uma extraordinária criação da atriz Cate Blanchett, sob a batuta inspiradíssima do diretor e roteirista Todd Field.

O filme tem 2h38 minutos de imagens e sons excepcionais. A beleza visual das cenas é inesquecível.

O texto é profundo e reflexivo sobre temas essenciais da modernidade: arte. música, liderança, liberdade sexual, maternidade, igualdade de gênero, racismo, preconceito, fake news, cancelamento, etc

TÁR tem que ser visto várias vezes. Suas reflexões vão nos assombrar muitos anos.

O filme tem diversas cenas que se tornarão antológicas.

Dizer quais são seria equivalente a retirar a experiência única de vê-las sem saber o que a montanha russa emocional do filme proporciona ao espectador, seja ele um apaixonado ou odiando Lydia, uma personalidade exuberante.

Noémi Merlant, Nina Hoss, Sophie Kauer, Adam Gopnik e Marc-Martin Straub são um elenco incrível que secundam uma extraordinária interpretação de Cate Blanchett.

O que dizer da Lydia Tár de Cate Blanchett? Apenas que embora seja uma personagem ficcional, seu trabalho é tão complexo e sutil, daqueles que se vê um a cada década, que para sempre Lydia será uma pessoa real para todos os privilegiados que virem o filme.

Próximo do final do filme, Lydia coloca uma fita VHS em que o eterno Leonard Bernstein fala sobre música e arte em um de seus “Concertos Para Jovens”. “O significado da música é como você a sente.” Definitivo e genial.

Acho que a lista de prêmios de Cate Blanchett e de TÁR vai ser enorme. O Oscar de Melhor Atriz é daqueles que nem precisa ter outras indicadas.

Todos os prêmios serão um reconhecimento pequeno de um filme superior.

Yesterday, on Apple TV, I saw the extraordinary film TÁR, which American filmmaker Todd Field shot about a persona in music, Cinductor Lydia Tár, a fictional star in the art of conducting a symphony orchestra.

In the very first scene, Lydia was the first woman to lead the iconic Berlin Philharmonic. With a PhD in music at Harvard, an EGOT person and a professor at Julliard, TÁR is an extraordinary creation of actress Cate Blanchett, under the highly inspired baton of director and screenwriter Todd Field.

The film has 2h38 minutes of exceptional images and sounds. The visual beauty of the scenes is unforgettable.

The text is deep and reflexive about essential themes of modernity: art. music, leadership, sexual freedom, mothership, racism, gender equality, prejudice, fake news, cancellation, etc.

TÁR has to be seen several times. His reflections will haunt us for years to come.

The film has several scenes that will become anthological.

To say what they are would be equivalent to withdrawing the unique experience of seeing them without knowing what the emotional rollercoaster of the film provides the spectator, whether he is in love or hating Lydia, an exuberant personality.

Noémi Merlant, Nina Hoss, Sophie Kauer, Adam Gopnik and Marc-Martin Straub are an incredible cast supporting an extraordinary performance by Cate Blanchett.

What about Lydia Tár by Cate Blanchett? It’s just that even though she’s a fictional character, her work is so complex and nuanced, the kind you see every decade, that forever Lydia will be a real person to all privileged people who see the film.

Near the end of the film, Lydia plays a VHS tape in which the eternal Leonard Bernstein talks about music and art at one of his “Concerts for Young People”. “The meaning of music is how you feel it.” Definitive and brilliant.

I think the list of awards for Cate Blanchett and the TÁR is going to be huge. The Oscar for Best Actress is one of those that doesn’t even need to have other nominees.

All awards will be small recognition of a superior film.

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