Convidado de hoje do CINEMARCO é o jornalista VIEIRA DA CUNHA, o Vieirinha. Mandou outra baita lista de seus melhores de 2025.
Pode-se afirmar que este foi um ano generoso no streaming, que não só lançou ótimas produções como as diferentes plataformas resgataram filmes e séries de outros anos, mas que resistem muitíssimo bem à passagem do tempo. Vai a lista, com algumas dicas do que considerei o que de melhor passou pela minha telinha. São nove sugestões, e na décima poderiam estar muitas outras, como A grande jogada (Amazon),Blue Jay (Netflix) ou O filho de mil homens (Netflix). Mas vou deixar esta décima dica para preenchimento a critério da cara leitora e do caro leitor, que devem ter indicações ainda mais ricas. Bom proveito.
A Juventude tem dois velhos amigos recordando suas trajetórias vitoriosas. Paul Sorrentino dirigindo dois grandes, Michael Caine e Harvey Keitel, é garantia de cinema de verdade. Na Amazon.
Apocalipse nos trópicos, documentário de Petra Costa, coloca religião e política de mãos dadas, explicitando a forte relação existente hoje no cenário brasileiro. Mostra o papel essencial dos evangélicos na formatação da política brasileira, o que inclui a ascensão de Jair Bolsonaro. Na Netflix.
Depois da Caçada é um filme em que o diálogo impera. Em tempos de polarização política nociva, esta obra de Luca Guadagnino polemiza com casos de abuso sexual, misoginia e infidelidade. Julia Roberts está linda e brilhante como sempre. Na Amazon.
Dias Perfeitos não fez sucesso à toa. A terna história de um zelador de banheiros públicos em Tóquio mostra um ser capaz de tratar seu trabalho com amor e dedicação invejáveis. Incrível ver que o que seria apenas um comercial acabou virando obra prima nas mãos de Wim Wenders. Na Netflix.
Frankenstein, graças ao criativo Guillermo del Toro, entrega muito e agrada até aqueles que, como eu, não têm o terror entre suas preferências, muito antes pelo contrário. Na Netflix.
O próprio enterro, um nome equivocado para uma obra ótima, traz uma dupla imbatível: Tommy Lee Jones como o discreto dono de uma rede de funerárias e Jamie Foxx como seu extrovertido e espaçoso advogado. Com um roteiro bem costurado, não tem como não dar certo. Na Amazon.
O quarto ao lado levou Leão de Ouro em Veneza graças a interpretações brilhantes de Julianne Moore e Tilda Swinton e a direção sempre vibrante e provocativa de Pedro Almodóvar. A doença terminal de uma delas é o fio condutor deste drama tocante. Na Netflix.
Um completo desconhecido é imperdível para apreciadores de música e, em especial, do grande Bob Dylan, aqui na pele de Timothée Chalamet. O filme captura o início da carreira de Dylan, atrevido desde os 19 anos na busca por um lugar no mundo da música. Consegue com louvor, pois não? Na Disney.
Uma batalha após a outra tem um trio vencedor – Paul Thomas Anderson dirigindo Leonardo DiCaprio e Sean Penn -. o que certamente explica toda a agitação em torno da obra. Que é muito boa ao retratar as peripécias de um grupo lunático-revolucionário, mas não traz qualidades suficientes para levar ao Oscar, como badala a mídia. Na Amazon.