Fui ver o drama político A CONSPIRAÇÃO CONDOR, de André Sturm. O filme mostra uma investigação jornalística sobre as mortes de Juscelino Kubitscheck e João Goulart e todas as suspeitas até hoje existentes sobre as mesmas.
André é um produtor cultural com uma longa e profícua história no cinema. Sabe todos os caminhos da cinematografia nas várias funções que já exerceu com excelência. Esse é seu sétimo filme como diretor.
Uma produção esmerada, uma pesquisa histórica impressionante e uma reconstituição de época incrível asseguram que o espectador fique atento da primeira à última cena. Claro que tudo isso somado ao conteúdo explosivo da história, recheada do melhor da teoria da conspiração política.
Mel Lisboa surpreende criando uma jornalista Silvana que conduz a narrativa com muita força. Dan Stulbach é outro nome forte do elenco.
Em se tratando de thriller político, meu filme número um é Z, de Costa Gavras. Lembro até hoje que assisti o final do filme querendo ficar de pé no cinema, embalado pela inesquecível trilha sonora de Mikis Theodorakis, uma verdadeira obra prima.
Acho que faltou sentimento em A CONSPIRAÇÃO CONDOR. Por vezes, o filme é quase documental. Um tanto mais de emoção, na minha opinião, teriam feito muito bem ao filme.