Eu gosto muito do cinema do inglês Paul Greengrass, desde o seu UNITED 93. Acho que ele faz filmes carregadas de ideias e tensão, a serviço de suas visões de mundo.
Ontem deparei com THE UPRISING, uma nova versão da história de Robin Hood, desta vez estrelada por Andrew Garfield, um dos muitos Spiderman do cinema. Andrew vive um paupérrimo fazendeiro que perdeu a mulher e os dois filhos pela peste e luta para se manter numa terra muito pobre.
O governo de Ricardo II só faz aumentar impostos dos camponeses e vai lhes sufocando passo a passo. Até que eles se revoltam.
O filme narra a história de um ponto de vista mais político e menos aventureiro do que vimos nas ótimas versões hollywoodianos de Kevin Costner e Ridley Scott (com Russel Crowe). Isso sem contar a clássica com Errol Flynn, provavelmente a melhor de todas.
O elenco da versão de Greengrass tem gente de peso como Jamie Bell, Stephen Dillane, Katherine Waterston, Tom Hollander, Woody Norman e Sam Chapman.
Claro que neste filme o glamour cede lugar para uma crueza narrativa muito mais próxima do que deve ter sido a realidade e a pobreza da época na Inglaterra. Muita lama, por exemplo em todas as cenas, sujando os uniforme garbosos dos nobres guerreiros do Rei.
As batalhas entre nobres e pobres não poupam detalhes.
THE UPRISING deixa muita coisa a refletir.
A lenda de Robin Hood ainda tem muito. nos contar. Greengrass dá sua efetiva contribuição.