Estreou na NETFLIX, o thriller SOBREVIVÊNCIA, escrito, produzido, estrelado e dirigido por Ben Affleck. O título original é ANIMALS. A carreira de Affleck, ao menos na minha opinião tem altos e baixos. Neste filme, achei que ele (como seu personagem, o candidato a prefeito de Los Angeles, Mark Kimball) tem poder demais e às vezes se lambuza.
Na fase finaleira da campanha política e precisando recuperar alguns pontos, o candidato se vê em meio ao sequestro de seu filho por um misterioso personagem de seu passado. Junto com isso vem à tona um affair de sua esposa (Kerry Washington, que nunca mais foi a mesma depois da Olivia Pope de ESCÂNDALO) com um professor universitário. E ainda tem as finanças da campanha que vão de mal a pior. É muita coisa junta na mesma semana.
Gostei mesmo foi da personagem vivida por Gillian Anderson, a enigmática Dayle Burton, um misto de negociadora de crise, fixer, lobista que aparece para solucionar problemas de poderosos enrascados. Aos 58 anos, a eterna Scully de ARQUIVO X segue no auge de sua arte e beleza, magnetizando todas as cenas em que está na tela. Um show à parte.
ANIMALS tem pouco mais de 1h40min. Passa ligeirinho.
Seu trecho final, traz a versão publicizada do que aconteceu (ou não). Foi outra saída interessante do roteiro. Como nos ensinou o clássico O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, “entre o fato e a versão, fique com a versão”.
Normalmente é o mais interessante.
Para resumir, prefiro Ben Affleck dirigido por outra pessoa. Poder demais é ruim.