Ettore Scola

Um certo domingo pela manhã, muitos anos atrás, cheguei na sessão do Clube de Cinema de Porto Alegre, no Cinema Um Sala Vogue, e o filme que o P.F. Gastal havia programado se chamava NOS QUE NOS AMAVAMOS TANTO, do cineasta italiano Ettore Scola. Poucas vezes sai tão deslumbrado de um cinema. A historia da amizade daqueles três amigos e uma linda italiana me apaixonou pela forma simples, humana e poética daquele cineasta fazer cinema e ver a vida. Anos depois, Scola me derrubaria de novo. Uma sessão de O BAILE, em um domingo qualquer, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Nenhuma palavra e tanta emoção. Amor puro. Foram muitos outros filmes maravilhosos, mas estas duas sessões, nunca esqueci. Ettore Scola morreu hoje. Não. Deixou de viver fisicamente. Estas lembranças são a prova disto. Milhares de pessoas devem ler a noticia da morte dele e se emocionar, evocando imagens como eu fiz. Va com Deus, Scola. Você nos deu muita coisa, no seu cinema de primeira.

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