LILI MARLENE DIVIDE SENTIMENTOS

Em uma sessão do Clube de Cinema de Porto Alegre, em um domingo pela manhã, no Cinema Cacique, na Rua da Praia, o filme apresentado era LILI MARLENE(1981), de Rainer Werner Fassbinder.

Ao final da sessão, um sócio do Clube de Cinema se dirigiu a mim reclamando que aquele filme tinha sido o pior filme que ele ja tinha visto e que estava decepcionado que tivéssemos programado um filme de tão baixo nível para uma sessão.

Antes mesmo que ele terminasse seu veemente protesto, duas senhoras sócias chegam em lagrimas e, profundamente emocionadas dizem “Marco Antonio, muito obrigado.

Hoje, vocês nos proporcionaram um dos momentos mais felizes de nossas vidas ao exibirem esta obra prima do cinema.”

O cinema tem realmente este dom de despertar fortes sentimentos e paixões dos espectadores.

In a session of the Clube de Cinema de Porto Alegre, on a Sunday morning, at Cinema Cacique, in Rua da Praia, the film presented was LILI MARLENE (1981), by Rainer Werner Fassbinder.

At the end of the session, a member of the Cinema Club addressed me complaining that that film had been the worst film he had ever seen and that he was disappointed that we had scheduled such a low-level film for a session.

Even before he finished his vehement protest, two female partners arrived in tears and, deeply moved, they said “Marco Antonio, thank you very much.

Today, you have provided us with one of the happiest moments of our lives by showing this masterpiece of cinema.”

Cinema really has this gift of arousing strong feelings and passions from viewers.

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