O QUARTO DE JACK (THE ROOM), de Lenny Abrahamson é um dos melhores filmes deste ano.   Como não tinha lido o livro de Emma Donoghue, estava com certo receio de que o filme fosse monótono e claustrofóbico.

Depois de ler a crônica da Martha Medeiros recomendando O QUARTO DE JACK, fui em frente. Acho que a direção foi extremamente criativa em enfrentar a restrição de espaço na longa primeira parte do filme. Ate mesmo tira certa vantagem disto em favor da narrativa.

Achei todo o filme brilhantemente construído e não tive um só momento de tedio. Acho que, por um lado, o humanismo da historia afastou qualquer possibilidade de monotonia. A seu lado, esta a violência sofrida pelos personagens.

Neste sentido, não ha como não destacar o elenco de THE ROOM. A iniciar, claro, por Brie Larson. Seu trabalho é mesmo extraordinário. Dos momentos de sofrimento mudo as explosões de defesa de seu filho. O menino Jacob Trembley tem um trabalho longe daqueles cacoetes tão comuns em crianças que ficam chatas quando seu personagem muito em cena. Mérito dele e da direção.

Sempre achei a atriz Joan Allen, que faz a Avó de Jack, excelente. Aqui, mais uma vez, depois que entra no filme, ela faz todos crescerem, dando um upgrade dramático nas cenas. Coisas de quem conhece seu oficio. Em resumo, um filme feito a partir de um livro muito bem escrito, resultou em uma obra inteligente, sensível, dramática e emocionante. O que se pode querer mais?

Lenny Abrahamson’s THE ROOM is one of the best films this year. Since I had not read Emma Donoghue’s book, I was afraid the film would be monotonous and claustrophobic.

After reading the chronicle by Martha Medeiros recommending THE ROOM, I went ahead. I think the direction was extremely creative in facing the space constraint in the long first part of the movie. It even takes some advantage of it in favor of the narrative.

I found the entire film brilliantly built and did not have a single moment of tedium. I think, on the one hand, the humanism of history has ruled out any possibility of monotony. At his side is the violence suffered by the characters. In this sense, there is no way not to highlight the cast of THE ROOM. Starting, of course, by Brie Larson. Her work is really extraordinary. From moments of suffering mute the defensive explosions of his son. Boy Jacob Trembley takes a job away from those cacoetes so common in kids who get boring when their character very much on the scene. Merit of it and the direction.

I always found the actress Joan Allen, who makes Jack’s Grandmother great. Here, once again, upon entering the film, she makes everyone grow up, giving a dramatic upgrade in the scenes. Things of those who know their trade. In short, a film made from a very well written book has resulted in an intelligent, sensitive, dramatic and exciting work. What more could you want?