Como a mídia impressa está em período de revolução frente aos meios eletrônicos e especialmente cibernéticos, as revistas de cinema são hoje, o que poderíamos chamar de heróis da resistência. Claro que todas elas tem suas edições eletrônicas, entregues nos tablets dos assinantes. Mas, mesmo sendo um fanático por gadgets, eu sou forçado a admitir que o prazer das revistas de cinema em papel ainda é maior.

Meu Pai contava que nas décadas de 40 e 50 havia mais de uma dezena de revistas de cinema no Brasil, com noticias sobre filmes americanos, que atores estavam em quais estúdios, que filmes estavam sendo feitos e que festas e jantares eles iam. Era o auge do “Star System”.

Depois o mundo mudou e passamos para a época das revistas de cinema com criticas sobre os filmes.

Com a chegada da internet e a velocidade da informação, as revistas minguaram e a guerra passou a ser pelas novidades.

Mas hoje, o que se pode ler sobre cinema, em papel?

Minha preferida hoje é a inglesa EMPIRE (http://www.empireonline.com) uma multicolorida revista com criticas, reportagens e muitas matérias sobre os novos filmes. Cara, moderna, opinativa e muito informativa.

Para quem quer algo mais variado, claro que tem o VARIETY (http://variety.com), que por ser semanal, custa uma fortuna. Mas tem informação em tamanha quantidade que você vai ter que se aposentar para dar conta de ler tudo.

Um pouco mais resumida mais bem variada mesmo é a ENTERTAINMENT WEEKLY (www.ew.com) onde estão dois dos melhores críticos de cinema da atualidade, os ótimos Owen Gleiberman e Lisa Schwarzbaum. Forte seção para tv e streaming também valorizam a revista.

Na Franca, ha duas que se tem que mencionar:

O CAHIERS DU CINEMA (http://www.cahiersducinema.com) indiscutivelmente teve seus textos clássicos e todo cinéfilo que se preze, em algum momento de sua vida, já foi viciado nela. Hoje, na minha opinião está mais chato e quadrado.

A POSITIF (http://www.revue-positif.net/index.html) também ja foi uma espécie de Bíblia dos versados, mas hoje fica restrita aos muito maluquinhos.

O Brasil, como em outras áreas, parece que degringolou.

Ate onde sei, tem a TEOREMA (https://www.facebook.com/revistateorema) para os muito iniciados e outras que surgem e se vão, com a velocidade do papa-léguas. Realmente o mercado é muito difícil.

Breve farei um post sobre a MOVIOLA, a revista do CLUBE DE CINEMA DE PORTO ALEGRE, que fizemos na década de 80 e que durou oito gloriosos e inesquecíveis números. Foi uma aventura.